Agro em Foco


Olá, pessoal!

É com muita alegria que nós, da Tokio Marine Seguradora, a partir desta edição, apresentamos neste espaço da Revista Mundocoop um conteúdo especialmente criado para você, cooperado.

Temos um imenso respeito pelo cooperativismo e pelo agronegócio, fundamentais para a economia brasileira.

A atividade é tão importante que mantemos uma estrutura comercial especialmente dedicada para atendimento às necessidades das cooperativas. E para o segmento Agro, oferecemos produtos tanto para a proteção de equipamentos quanto de safras, além de uma área técnica especializada em prover soluções para o setor.

Com este compromisso, traremos aqui conteúdos que sejam relevantes para o seu dia a dia. Assim, nesta primeira edição, expomos as palavras do ex-ministro Roberto Rodrigues, sem dúvida um dos nomes mais importantes do agronegócio brasileiro e grande entusiasta do cooperativismo; e da meteorologista Desirée Brandt, com informações importantes sobre a influência do clima na próxima safra de verão.

Subsidiária de um dos maiores grupos securitários do mundo, a Tokio Marine completou 60 anos de atuação no Brasil, sempre com o propósito de proporcionar tranquilidade e segurança às Pessoas e Empresas, além de contribuir para o desenvolvimento da sociedade. Estamos muito animados e confiantes em continuar com esta missão por pelo menos mais 60 anos, e cada vez mais próximos de vocês. 

Boa leitura, um abraço e até a próxima edição!

José Adalberto Ferrara – Presidente


Seguro rural alavanca produtividade e sustentabilidade

Roberto Rodrigues, ex ministro da agricultura

Quando o assunto é agricultura e cooperativas, Roberto Rodrigues é uma referência respeitada em todo o mundo. Uma das grandes preocupações do ex-ministro da Agricultura diz respeito à segurança alimentar. Afinal de contas, dados da ONU apontam que em 2050 teremos perto de 10 bilhões de pessoas no mundo e toda essa gente precisa ser alimentada. Para o professor, com boa gestão e eficiência, o Brasil tem condições e potencial para aumentar em 40% sua produtividade agrícola sem nem sequer tocar nas áreas de proteção florestal.

A agricultura brasileira reúne todos os elementos necessários para dar grandes saltos de produtividade, “mas é preciso entender que essa é uma atividade que envolve riscos, por isso, é fundamental se precaver e estar sempre amparado por um bom seguro rural”, salienta.

O especialista afirma que a proteção é fundamental para a agricultura moderna. “O seguro estabiliza a renda para o produtor rural e com isso abastece a população urbana. Por isso, o seguro rural tem um conceito claro: garantir a segurança alimentar. É proteger o agricultor porque ele é a garantia de abastecimento da cidade”.

O ex-ministro faz elogios à atual ministra Tereza Cristina, que se mostra sensível a esse tema e no plano safra 2020 destinou 1 bilhão de reais para o seguro rural, triplicando os recursos. “Nós precisamos de uma política agrícola na qual o seguro e o crédito rural sejam a ênfase”. Para Rodrigues, “o valor do seguro é alavancar a produtividade e a sustentabilidade, hoje como base de competitividade”.

“Para alimentar a população mundial nas próximas décadas, será preciso um aumento médio de 20% na produtividade de alimentos. O Brasil tem condições de entregar o dobro disso”, comenta. “Calculo que nos próximos 10 anos, mais de 5 milhões de hectares de pastagem virão para agricultura. Isso significa um aumento de quase 8% na área atual da agricultura”.

Ele diz que, na agricultura, o Brasil já é um País de Primeiro Mundo. E destaca: “Somos o maior produtor mundial em suco de laranja, café, soja, açúcar, carne bovina, carne de frango, milho e carne suína. E crescemos em frutas, hortaliças, orgânicos e algodão graças às pesquisas de tecnologia e desenvolvimento”.


Parceria com o cooperativismo

Márcia Silva, diretora de canais especiais

Para atender seus clientes com excelência, a Tokio Marine Seguradora tem ampliado sua oferta de produtos e serviços destinados especialmente à proteção de cooperativas e seus cooperados.

“O princípio do mutualismo une as nossas atividades. Além disso, temos plena noção da importância econômica do cooperativismo para o Brasil e, dessa forma, estamos investindo no desenvolvimento de soluções para este setor. Somos uma seguradora multiprodutos e disponibilizamos um amplo portfólio de soluções que atende às necessidades dos cooperados, especialmente nas áreas empresarial, vida, auto e safras”, afirma a Diretora de Canais Especiais da Tokio Marine, Marcia Silva.

A executiva lidera uma equipe de 30 colaboradores focados no atendimento às parcerias de canais especiais. Marcia argumenta que a contratação do seguro proporciona melhor gerenciamento das imprevisibilidades diárias, além de uma série de benefícios aos cooperados, tais como controle de incertezas; melhoria do controle financeiro; proteção da vida e patrimônio; retomada da rotina diária e do poder de consumo com a rápida indenização no momento do sinistro e acesso a serviços e condições diferenciadas. “É importante frisar também que a receita do seguro auxilia na rentabilidade e ajuda a diminuir eventuais perdas da cooperativa, em média 60% do prêmio pago retorna como indenização para o segurado e para a economia do local”, explica.

Segundo ela, as cooperativas são um importante canal de distribuição de seguros. Nos últimos quatro anos, a Tokio Marine registrou um aumento de 350% no faturamento deste segmento.


Atenção especial com La Niña

A meteorologista Desirée Brandt, apresentadora da previsão do tempo do Canal Rural, TV Record e Rede Brasil, alerta os agricultores para os efeitos do El Niño para algumas culturas deste ano e já prepara o pessoal para as expectativas e efeitos do La Niña para a safra do ano que vem.

“A gente começou o ano com El Niño de fraca intensidade, mas que trouxe alguns efeitos, como chuva acima da média na metade Norte do Rio Grande do Sul. Esse El Niño está perdendo força, mas agora, para o inverno e começo de primavera, podemos esperar até chuva acima da média, o que vai atrapalhar um pouco a colheita do trigo, por exemplo, na Região Sul do Brasil”.

As chuvas de setembro vão chegar de maneira irregular. “Com isso, uma das preocupações é atrasar os plantios das safra de verão, de soja e milho safrinha, fazendo a janela ficar mais curta. Por isso é tão importante para o produtor saber quando vai ter os primeiros episódios de chuva para lançar a semente”.

Para o ano que vem, Desirée recomenda atenção e cuidado com o fenômeno La Niña. “Temos a expectativa de um resfriamento do oceano pacífico e isso vai causar um adiantamento do frio do ano que vem. E isso pode prejudicar o cultivo de milho”.

A especialista alerta para chuva de granizo e ventania logo no início de janeiro e possibilidade de pouca chuva em fevereiro. “Essa alternância de chuva pesada e, em seguida, pouca chuva, também pode prejudicar a safra de milho, particularmente na região Sul”.

“Ano que vem a estimativa é que o frio chegue mais cedo, as massas polares podem não ser tão potentes, mas serão mais frequentes”.


A proteção que garante a permanência do agricultor no campo

Uma gestão adequada dos riscos agrícolas pode garantir a estabilidade da renda do produtor rural e a sua própria permanência na atividade, uma vez que ameniza os riscos de perdas na atividade agropecuária e proporciona a recuperação de sua capacidade financeira na eventualidade de sinistros ocorridos por motivos naturais. Além disso, a proteção é benéfica à toda cadeia produtiva, possibilitando desde a diminuição do êxodo rural até a redução da inadimplência do produtor com as instituições financeiras que concedem crédito rural. 

Diante disso, a Tokio Marine mantém desde 2015 um departamento dedicado a estudar este mercado e disponibilizar soluções de excelência para o agronegócio. Atualmente, a Seguradora oferece proteção para Safras e Equipamentos. “O seguro rural é um instrumento fundamental de proteção, mas ainda é muito pouco difundido no País. Como o agronegócio representa cerca de 21% do PIB nacional, estamos trabalhando arduamente para fomentar a cultura do seguro entre os produtores e ampliar as coberturas inclusive para os segmentos de pecuária e florestal”, afirma o Gerente de Produtos Agro, Joaquim Neto. 

O Seguro para Safras é dividido em três modalidades: Riscos Nomeados, em que o sinistro é calculado pelo percentual de dano do evento; Multirrisco Custeio, que garante o retorno do investimento realizado no plantio e na manutenção da lavoura, por meio do ressarcimento das despesas de financiamento do produtor; e Produtividade, que cobre a produção do agricultor, de acordo com o nível de cobertura contratado, quando houver diferença entre a produtividade segurada e a colhida. Para a precificação pode ser utilizada a opção de talhonamento, na qual o produtor rural pode segurar áreas da plantação com diferentes tempos de plantio e tipos de semente; estão disponíveis coberturas para mais de 70 culturas e o pagamento pode ser em até 6x, para o agricultor conciliar com seu orçamento.

Já o Seguro para Equipamentos Agrícolas é focado nas máquinas utilizadas nas operações de plantio, manejo, condução e colheita de cultivos agrícolas e tem coberturas para diversos eventos, como incêndio, colisão, danos a terceiros e roubo qualificado.


Sementes mais eficientes aumentam produção de soja

O setor de produção de sementes de soja é um importante elo da cadeia produtiva desta oleaginosa e um dos responsáveis pelo incremento na produção. O aumento da produtividade tem sido possível com o desenvolvimento de plantas menos susceptíveis a pragas e resistentes a determinadas condições climáticas.

São produzidos anualmente mais de 1,5 milhão de toneladas de sementes desta cultura, cultivados em aproximadamente 1 milhão de hectares em todo o País. Apenas este nicho movimenta cerca de US$ 1,3 bilhão ao ano, o que representa mais de 35% de toda a movimentação financeira do mercado nacional deste segmento.

 “Sementes com alta qualidade são essenciais na busca por altas produtividades na cultura da soja. Um alto índice de germinação e vigor garante qualidade no estabelecimento da cultura, gerando plantas mais fortes e vigorosas. É preciso ressaltar ainda a importância de se adquirir grãos certificados, que dão ao agricultor a garantia de pureza genética e de altos índices de qualidade”, diz o Gerente Comercial de Monsoy, marca de sementes de soja da Bayer, Alexandre Chaves.

O produtor pode ter acesso a insumos importantes, como fertilizantes, defensivos e máquinas modernas, mas se não tiver uma semente de qualidade, tudo que for investido pode ficar comprometido. Daí a importância de ter o respaldo de uma empresa especializada nesta produção. 

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