CCAB abre acesso para agricultores não-acionistas

Publicado em: 08 outubro - 2018

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Jones Yasuda, CEO da CCAB, mostra a estrutura da empesa ao explicar o conceito da plataforma Cropline

A CCAB (Companhia das Cooperativas Agrícolas do Brasil), empresa de registro e comercialização de defensivos químicos genéricos e de agentes biológicos para lavouras, lançou na última sexta-feira, dia 5 de setembro, a plataforma Cropline, para ampliar seu atendimento a agricultores que não são acionistas. A CCAB é formada por 22 cooperativas, que englobam cerca de 56 mil agricultores e, em 2016, passou a fazer parte do grupo francês InVivo – também formado por cooperativas – quando teve 58% de suas ações adquiridas.

A iniciativa da Cropline faz parte da estratégia de expansão da CCAB, e já na implantação deve representar algo em torno de 12% do faturamento da empresa. “Cooperativas agrícolas, revendas e consumidores finais poderão ter acesso aos produtos CCAB, que são reconhecidos pela qualidade e pelo preço competitivo”, explica Jones Yasuda, CEO da companhia. Segundo Yasuda, embora sejam os mesmos produtos comercializados, o que diferencia o público da Cropline dos acionistas da CCAB são os dividendos, distribuídos apenas aos segundos. Antes, quem não era acionista não podia comprar os produtos, exceto em negociações pontuais. “Ter mais essa opção, no momento em que a indústria de agroquímicos mundial está cada vez mais concentrada em grandes conglomerados, é fundamental para o agricultor e muito saudável para o mercado”, afirma o executivo.

Para o estabelecimento da Cropline, a CCAB investiu em uma rede de representantes técnicos em Estados onde ainda não atuava, como Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul e São Paulo. Até então, o alcance da companhia estava limitado aos estados de Bahia, Mato Grosso e Norte do Mato Grosso do Sul, e o portfólio era majoritariamente voltado a defensivos químicos e biológicos para soja, milho e algodão. Além destes, os clientes dos novos mercados poderão dispor também de soluções de proteção de cultivos para arroz, frutas, hortaliças e cana-de-açúcar, culturas que, até então, não estavam entre as prioridades da empresa.

Missão

Segundo Yasuda, por ser uma empresa em que agricultores são, ao mesmo tempo, fornecedores e clientes, a CCAB tem uma responsabilidade diferenciada com relação ao agronegócio brasileiro. “Nossa missão é ser referência em soluções para a produção de alimentos no Brasil, contribuindo para que o País possa exercer o protagonismo no mundo”, afirma. “Somado a isso, contribuímos com a economia nacional de forma excepcional. Somente no ano fiscal 2017/2018, a CCAB arrecadou R$ 25 milhões em impostos. Por colaborador, o valor somou R$ 540 mil.”

O executivo cita, ainda, a previsão do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) de que nos próximos dez anos, a população mundial terá um incremento de 1,2 bilhão de pessoas, e caberá ao Brasil a responsabilidade de prover 41% da demanda adicional por alimentos e têxteis. “É impossível cumprir essa meta sem uma boa estratégia de proteção de cultivos”, diz. Especialmente se considerarmos o tamanho do mercado brasileiro de defensivos em comparação ao mundial: US$ 9,5 bilhões contra US$ 54,6 bilhões.

Para Laurent Martel, presidente da Bioline by InVivo – braço agrícola da companhia, com atividades em sementes, proteção de cultivos, bio-soluções, smart farming e seguros – é exatamente a possibilidade de o Brasil superar o desafio de aumentar a produção que faz a parceria da CCAB e da InVivo ter sucesso. “Enxergamos muito potencial para os nossos produtos no País, e encontramos um grupo que tem o DNA muito semelhante ao nosso para essa missão. Tanto InVivo quanto CCAB são empresas que pertencem e atendem aos agricultores, desenvolvendo soluções sob medida para as necessidades deles”, diz Martel.

A InVivo é a União das Cooperativas da França, grupo que atua em múltiplas frentes da agricultura, alimentação animal, varejo e vinhos, em diversos países. Ao todo, são 206 cooperativas, com um PIB acima de US$ 45 bilhões.

Produtos

O portfólio de soluções oferecidas pela CCAB engloba fungicidas, herbicidas e inseticidas. São 22 produtos já registrados e formulados, mas no total são 112 itens. A produção é praticamente toda feita na China, e os produtos já vêm de lá com rotulagem. “Temos uma empresa na China, uma joint venture com a InVivo, que nos ajuda a faze a qualificação desses produtos”, comenta Yasuda. O executivo explica que esse método de trabalho foi escolhido até por uma questão de segurança, pois reduz os riscos de contaminações nas soluções biológicas, por exemplo, e por decidirem não ter ativos pesados no Brasil. “Esse é um conceito que tivemos desde o início, o que nos leva a não ter uma fábrica por aqui”, complementa.

Novas cooperativas

Além da plataforma Cropline, as cooperativas que tiverem interesse em fazer parte da CCAB podem fazer contato direto com a empresa. O processo para essa integração é simples, como explica Yasuda: “A cooperativa que se interessar deve enviar uma carta informando a intenção de adesão, que será avaliada por nossa equipe e, se estiver tudo de acordo, poderá passar a fazer parte da holding”. O executivo destaca que é imprescindível que a instituição esteja alinhada com os conceitos da empresa.

 

Fonte: Comunicação CCAB, com adaptação da Redação MundoCoop



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