Crescimento acima da média mundial garantirá ao agronegócio brasileiro maior participação internacional na próxima década, aponta estudo da Fiesp

Publicado em: 11 março - 2019

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Soja, milho, açúcar e carnes (bovina, suína e frango) devem ser principais commodities a ganhar participação de mercado

Embora apresente um ritmo de crescimento menor em comparação aos últimos 10 anos, o agronegócio brasileiro segue avançando acima da média mundial. E a sua sustentabilidade deve ser mantida na próxima década, com ganho de participação no mercado mundial entre as principais commodities que produz e exporta, como soja, milho, açúcar e carnes (bovina, suína e frango). Essa é uma das conclusões do “Outlook Fiesp 2028 – Projeções para o Agronegócio Brasileiro”, estudo elaborado pelo Departamento do Agronegócio (Deagro) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), que reúne as projeções do setor para a próxima década, em termos de produção, produtividade, área plantada, consumo doméstico e exportações.

O documento destaca que a política agrícola brasileira poderá sofrer aprimoramentos a partir, por exemplo, da efetiva priorização do seguro rural como política de garantia de renda ao produtor. Este cenário beneficiaria de forma importante os segmentos de proteínas animais e de produtos mais elaborados a partir do crescimento esperado da renda. Para o produtor, a confiança se traduz na melhoria do pacote tecnológico, aumento de produtividade das lavouras, com reflexos positivos para as indústrias de insumos agropecuários.

Pesquisa

Dados do estudo mostram que a safra de milho 2018/19 pode ser 14% maior em relação a 2017/18, resultado da maior produtividade e área plantada . As exportações devem crescer 27%.

Para cana-de-açúcar, a expectativa é que a safra 2019/20 chegue a 617 milhões de toneladas, incremento de 3% ante 2018/19. A produção do açúcar deve ficar relativamente estável, enquanto a do combustível deve ser 6% maior entre 2018/19 e 2019/2020.

No caso do café, o estudo prevê uma queda na produtividade e na área plantada, impactando a produção que deve recuar em 8,5% em relação à 2018/19.

O desempenho estimado para as carnes em 2019 sobre 2018 é de incremento na produção. O consumo doméstico deverá ter aumento de 1,4% para carne bovina, 1,4% para carne de frango e 1,7% para suína.

Fonte: Imprensa FIESP com adaptação MundoCoop



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