Empresas de armazenagem preveem bons negócios

Publicado em: 03 maio - 2018

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Com altas produções e produtividades de grãos na lavoura brasileira, o gargalo do setor ainda é armazenagem. As empresas produtoras de silos trabalham para conscientizar os produtores a investir em armazenagens próprias, ou mesmo em condomínios (ou consórcios), mas avisam que financiamentos e planejamento são essenciais, já que a capacidade de implantar novos projetos não chega a 10%/ano do total do déficit da produção de grãos/ano. Na 25ª Agrishow – Feira Internacional de Tecnologia Agrícola em Ação, essas empresas demonstram otimismo após os primeiros dias de negociações.

Empresas de armazenagem preveem bons negócios (Foto: Divulgação/Oficio da Imagem)

Empresas de armazenagem preveem bons negócios (Foto: Divulgação/Oficio da Imagem)

“A expectativa do agronegócio para 2018 é bem positiva e esperamos crescer de 20% a 25% em visitantes e propostas de negócios”, afirma o diretor comercial da GSI, José Luiz Viscardi, de Marau (RS). Segundo ele, a capacidade das indústrias do setor para diminuir o gargalo de armazenagem é menor que a produção de grãos. O déficit de estocagem é de cerca de 80 milhões de ton/ano (a produção de grãos em 2017 chegou a quase 240 mi/t, ou seja, quatro vezes mais que o déficit). “Em anos bons, as empresas produzem silos para cerca de 8 milhões de toneladas”, emenda Viscardi, citando que foram 6 mi/ton em 2017 e não chegou a 5 mi/ton em 2016. Ele menciona que produtores do Paraná já fazem consórcios para investir em armazenagem, dividindo os custos entre eles.

O superintendente comercial da Kepler Weber, João Tadeu Vino, informa que a meta é prospectar e captar novos clientes, salientando que o trabalho de pré-venda para fechamento na feira surtiu efeito. A empresa trabalha há três anos com o conceito de projetos de armazenagem inteligente, desenvolvido para garantir melhores resultados, com soluções focadas na preservação da qualidade dos grãos, economia nos custos de operação e segurança nos processos de armazenagem. “Tendo a visão completa do sistema, o produtor pode ter retorno do investimento com mais rapidez”, resume. Sobre o conceito de união de produtores para investir em armazenagem, ele usa o termo condomínio. “Dos condomínios existentes do Paraná, 80% foram fornecidos pela nossa empresa; é outro jeito de investir nessa área”, explica Vino, que acrescenta: “Outra solução é ter um plano com o governo para zerar o déficit de estocagem, com financiamento e planejamento”.

A gerente executiva Andrea Hollmann, da CASP, de Amparo (SP), destaca que a empresa tem expectativa de aumento de vendas de 10% em relação ao ano passado, após trabalho pré-feira. “A Agrishow é nossa principal feira e estamos consolidando a marca e recebendo nossos clientes”, destaca Andrea, que é coordenadora do grupo de trabalho de armazenagem da Abimaq, que envolve as empresas do setor, promovendo reuniões a cada dois meses para discutir o tema. No primeiro dia da Agrishow já ocorreu uma reunião. “O produtor está preocupado, pois perde dinheiro sem armazenagem”, emenda ela. “Estamos conscientizando o produtor rural, que só existem vantagens em armazenagem, e isso já melhorou bastante, pois antes a cultura era apenas em comprar mais terras”, enfatiza Andrea.

A empresa Silomax, de Rolândia (PR), trabalha forte no segmento de armazenagem e classificação de sementes, principalmente com soja, para que o produtor tenha boas sementes no plantio. Com seus clientes, a indústria também produz silos de armazenagem da produção, e aposta em bons negócios durante a Agrishow. “Nosso objetivo na feira não é fechamento, mas de abertura de novos negócios”, diz o representante comercial Washington Luiz Silva, satisfeito com os primeiros resultados no evento.

 


A MundoCoop integrou grupo de jornalistas especialmente convidado pelos expositores para realizar a cobertura do evento.



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