Mesmo em ano difícil, setor triticultor paulista destaca melhora da qualidade e aposta no crescimento produtivo

Publicado em: 11 janeiro - 2018

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Mesmo em ano difícil, setor triticultor paulista destaca melhora da qualidade e aposta no crescimento produtivo (Foto: Divulgação)

Mesmo em ano difícil, setor triticultor paulista destaca melhora da qualidade e aposta no crescimento produtivo (Foto: Divulgação)

“Apesar de 2017 ter sido um ano muito difícil, o saldo final foi positivo. Pudemos acompanhar o relato das cooperativas do estado que destacaram a excelente liquidez na safra 2017 e redução das variedades usadas a campo, o que garantiu homogeneidade e alta qualidade ao trigo do estado”, destacou o presidente da Câmara Setorial do Trigo, Mauricio Ghiraldelli, durante reunião da Câmara Setorial paulista, que reúne os diferentes atores da cadeia produtiva do trigo.

Dados da Cofco no Brasil, o país deve fechar 2017 com uma produção em torno de 4,3 mil toneladas de trigo, sendo que São Paulo deve registrar aproximadamente 260 mil toneladas. Para o responsável pelas operações da Cofco no Brasil, Eduardo Gradiz, o Estado possui frentes de competitividade que já são inerentes a São Paulo. Fatores como a demanda crescente dos moinhos do estado e a logística colocam o trigo paulista à frente do produzido em outros Estados. 

“O mercado paulista é muito grande. A indústria não precisa conquistar clientes, pois eles já estão lá. Para mim, esse é o Estado com maior potencial de crescimento de produção, pois une todas as características que alavancam o setor”, afirma Gradiz. “O alinhamento com os elos da cadeia e a forte inclinação das indústrias do estado em promover a melhoria na qualidade e no manejo junto aos produtores e às cooperativas é um fator determinante para o crescimento do trigo no estado. Vejo bem clara uma evolução nos últimos três anos com a Câmara Setorial e o trabalho entre a cadeia”, analisa Gradiz. 

Os dados mostram que o mercado do milho ganhará força nos próximos 10 anos, com o crescimento do consumo da China, fator que influenciará o aumento de áreas dedicadas a essa cultura em estados importantes para o cultivo de trigo, como o Paraná. “Essa mudança de foco dos agricultores abre um espaço grande de mercado para que São Paulo desenvolva a produção de trigo com qualidade e consiga competir diretamente com o argentino, suprindo a demanda dos moinhos do estado. O importante é não analisarmos o cenário atual, mas a curva dos próximos cinco anos”, ressalta Gradiz. 

“O trigo paulista já está muito à frente dos outros estados quando falamos de qualidade. Se conseguirmos oferecer ao mercado um trigo com qualidade superior, vamos gerar maior liquidez e diminuir a concorrência contra o trigo argentino”, destaca o presidente da Câmara Setorial do Trigo, Maurício Ghiraldelli. “Precisamos investir no melhoramento para colheremos trigo de qualidade e que atendam as demandas da indústria. Dessa forma, não precisaremos mais buscar trigo de fora de São Paulo para atender nossa demanda”, finaliza. 

Essas informações foram passadas durante reunião realizada em Avaré (SP), em 29 de novembro.

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