Nova norma global de luvas para defensivos agrícolas é aprovada com base em pesquisa da Secretaria de Agricultura

Publicado em: 09 abril - 2019

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Cientista coordenador do programa Quepia de Qualidade de Equipamentos na Agricultura teve papel importante na aprovação da ISO 18889, a primeira norma técnica mundial voltada à certificação de luvas protetivas agrícolas

O pesquisador brasileiro Hamilton Ramos, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, que atua no Instituto Agronômico (IAC), está entre os cientistas protagonistas da aprovação da norma ISO 18889, oficializada numa reunião recente do Comitê Mundial da ISO – International Organization Standartization, realizada na China. Aplicada nas avaliações sobre a qualidade de luvas protetivas empregadas no manuseio de agroquímicos, a nova norma incorpora em sua base técnica estudos de autoria do Centro de Engenharia e Automação do IAC, da cidade de Jundiaí (SP).

Segundo Ramos, que é o coordenador do Programa IAC de Qualidade de Equipamentos de Proteção Individual na Agricultura (Quepia), a ISO 18889 deverá entrar em vigor no prazo de três a seis meses. O programa ‘Quepia’ resulta de uma parceria entre o CEA-IAC – órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo – e o setor privado. Criada há 13 anos, a iniciativa tem por objetivo fomentar o desenvolvimento tecnológico da indústria de equipamentos de proteção individual para a agricultura, e também reduzir a exposição do trabalhador rural aos produtos agroquímicos.

A principal contribuição dada pela equipe de Ramos à nova ISO 18889 consistiu na descoberta de um corante com índice zero de toxicidade. Este produto substituirá ao herbicida de nome Prowl, o composto químico medianamente tóxico que vinha sendo utilizado na base técnica das avaliações globais da ISO aplicáveis a equipamentos protetivos, como vestimentas agrícolas utilizadas por trabalhadores aplicadores de agroquímicos.

Com objetivo de levar adiante as pesquisas que estão sob responsabilidade do Quepia, Ramos captou recursos financeiros junto a indústrias do setor agrícola. A medida possibilitou a construção do primeiro laboratório do mundo apropriado a abrigar estudos científicos envolvendo luvas protetivas agrícolas. Instalado nas dependências do CEA-IAC, em Jundiaí, o novo centro de estudos será inaugurado no mês de julho próximo.

Ramos afirma que embora haja registro de esforços para se reduzir no Brasil a exposição do trabalhador rural a produtos agroquímicos, ainda é baixa a adesão de produtores e agroindústrias a equipamentos de proteção agrícola com qualidade certificada. “Parte dos equipamentos em uso nas lavouras brasileiras pode não evitar a exposição de trabalhadores aos agrotóxicos”, alerta o cientista.


Fonte: Imprensa Bureau de Ideias Associadas com adaptação da MundoCoop



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