PPPBio: resultados do primeiro ano


AGROCOOP


Os resultados do primeiro ano do Projeto de Políticas Públicas em Bioeconomia (PPPBio), conduzido pelo Agropolo Campinas-Brasil, com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), foram apresentados em evento na quinta-feira, 3 de agosto, na sede da Fundação, na Capital. O secretário de Agricultura e Abastecimento paulista, Arnaldo Jardim, participou da abertura destacando que “o Projeto nos entusiasma pela temática da bioeconomia, muito sintonizada com assuntos contemporâneos como mudanças climáticas e economia verde”.

“Do ponto de vista do Governo do Estado, o trabalho do Projeto está sintonizado com diretrizes que o governador Geraldo Alckmin tem com relação a São Paulo que o povo paulista escolheu, sendo nosso Estado o centro da inovação tecnológica”, adicionou Arnaldo Jardim.

O presidente da Fapesp, José Goldemberg, lembrou que o trabalho de evolução da agropecuária é constante. “Há 30 anos, foi feito um grande esforço por uma agricultura mais moderna no Brasil. E isso funcionou muito bem. E agora, o que mais pode ser feito?”, provocou.

Para o diretor do Instituto Agronômico (IAC), de Campinas, Sérgio Augusto Carbonell, o desafio maior para o PPPBio é “agregar Academia, sociedade, governo e institutos de pesquisa de Campinas para formular propostas de políticas públicas”.

O primeiro ano de PPBio realizou sete workshops com elaboração de roadmaps que apresentam políticas públicas que possam contribuir para a migração para a bioeconomia. Esses eventos reuniram cerca de 920 participantes, sendo 50% da iniciativa privada, que colaboraram na construção desses roadmaps. Os workshops aconteceram entre junho de 2016 e junho de 2017, sendo que ainda serão realizados outras sete oficinas, com próximo, que tratará de Novas Embalagens, estando agendando para 4 e 5 de setembro de 2017, no ITAL.  Além dos workshops, foram realizadas duas missões para o exterior – uma para França e outra para Suécia e Alemanha. A primeira para conhecimento da Agropolis International, que inspira o trabalho. A segunda missão buscou identificar os fatores de influência de inovação nas instituições desses países com foco em bioeconomia, em sistemas de embalagens, automação e materiais. O grupo procurou também conhecer as estratégias das instituições da Suécia, que se fundiram para fortalecer a pesquisa e a inovação em bioeconomia.

Para este segundo semestre de 2017, estão programados três workshops temáticos e outras duas missões – sendo uma para a Holanda e outra para a França e Bélgica. O objetivo é discutir as estruturas que existem nas instituições desses países para que o Agropolo Campinas-Brasil possa constituir na região de Campinas unidades mistas de pesquisa.

Também como resultado parcial deste primeiro ano, consta o projeto Reciclar Verde, em parceria com a Prefeitura de Campinas, para produção de compostagem, com uso de resíduos verdes da cidade de Campinas. Dentre as realizações, está também o PIT Alimentos – Programa de Inclusão Tecnológica Para Micro e Pequenas Indústrias e Agroindústrias de Alimentos e Bebidas da Região de Campinas.

As ações são direcionadas à construção de novos modelos de produção científica e industrial, mais eficientes e sustentáveis. A expectativa é que os workshops apontem o que a bioeconomia traz de benefícios para as cinco áreas do Agropolo: agricultura, alimento, saúde, química verde e bioenergia.



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