Santander defende participação de bancos privados no mercado de crédito e seguro rural

Publicado em: 08 junho - 2018

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Sergio Rial: presidente do Santander (Santander/Divulgação)

O presidente do Santander, Sérgio Rial, defendeu a participação cada vez mais expressiva de bancos privados na concessão de crédito e seguro rural durante reunião com a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA). Para Rial, a entrada dessas instituições financeiras abre concorrência construtiva no mercado e possibilita nivelamento de preços, menores taxas de juros e propostas mais segmentadas. “O Santander quer ser um agente viabilizador para que o mercado (agentes públicos, privados, investidores) participe do que hoje representa 23% do PIB do país: o setor agropecuário”.

De acordo com ele, o banco dispõe hoje de cerca de R$ 15 bilhões para atender o mercado agrícola. Em relação ao seguro rural, o presidente afirmou que quanto mais regionalizado, melhor será a capacidade das seguradoras e agentes precificarem.

Na ocasião, a presidente da FPA, deputada Tereza Cristina (DEM-MS), enfatizou a necessidade de uma política agrícola mais eficiente e equilibrada. “Precisamos dar segurança e previsibilidade ao produtor, principalmente ao pequeno e médio, nas operações de financiamento. Precisamos simplificar os processos. E simplificar inclui em propostas com maiores e melhores incentivos financeiros e fiscais”.

Para a presidente, a agricultura está sobrecarregada com elevados tributos e custos de produção que prejudicam sua inserção na concorrência internacional. “O Brasil é a maior potência agrícola do mundo e não consegue consolidar espaços, que tem condição de ocupar, no mercado externo por gargalos tributários e financeiros sofridos na porteira para dentro”.

Para o deputado Marcos Montes (PSD-MG), ex-presidente da FPA, é preciso dar opções mais diferenciadas das que se têm atualmente ao produtor rural no acesso ao crédito. “O agricultor precisa contar com novas modalidades de financiamento e não só bater na mesma porta. Queremos melhorar, expandir e facilitar esse mercado para o campo”.

Segundo o deputado Valdir Colatto (MDB-SC), coordenador de Meio Ambiente da FPA, as taxas de juros aplicadas nas propostas de financiamento não cabem no bolso do produtor rural. “A conta não fecha. É preciso dar alternativas para o agricultor escolher qual proposta tem o melhor custo benefício”. Segundo o deputado, a regionalização é um grande ganho e o Santander conseguiu enxergar isso. “Nem 20% das lavouras hoje em dia no país possuem seguro rural. É preciso ir lá conhecer a realidade das pequenas produções para oferecer a melhor opção”.

De acordo com o parlamentar, o crédito rural sempre foi aberto a todos os bancos, mas falta atratividade para as instituições financeiras privadas. “Agora temos um aceno. É Iniciativa privada entrando em um mercado monopolizado pelos bancos oficiais”.



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