Trigo paulista deve bater recorde em 2018, prevê Câmara Setorial

Publicado em: 09 abril - 2018

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Um ano excelente para o trigo paulista, com projeção de aumento em relação ao ano de 2017 ao redor de 20% Essa foi a definição do setor triticultor para 2018, durante a reunião da Câmara Setorial, realizada em 28 de março, na sede da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.

Trigo paulista deve bater recorde em 2018, prevê Câmara Setorial (Foto: Divulgação)

Trigo paulista deve bater recorde em 2018, prevê Câmara Setorial (Foto: Divulgação)

“Os números do ano passado já foram muito positivos para o trigo no estado, mas pelas projeções apresentadas pelas cooperativas durante a reunião registraremos um aumento no volume de produção em mais de 20%, com uma safra estimada em mais de 300 mil toneladas para 2018”, afirma o presidente da Câmara Setorial, Maurício Ghiraldelli.

Segundo as cooperativas presentes, a área destinada ao plantio no estado deverá registrar aumento, assim como o volume de grãos produzidos.  A cooperativa Agrícola de Capão Bonito informou que a expectativa é um crescimento expressivo de 50% nas áreas destinadas ao trigo.

O agente de comercialização da unidade de São Paulo da cooperativa Castrolanda, José Reinaldo Oliveira, destacou que os cooperados estão bem animados com o atual cenário e os resultados da última safra no estado. “Em relação à área, esperamos registrar cerca de 15 mil hectares, com produtividade maior do que o ano passado, por volta de 50 mil toneladas de trigo na recepção, 20% a mais do que recebemos na safra de 2017”.

“Nossa perspectiva é muito positiva para o trigo neste ano. Devemos registrar aumento na área total de produção, assim como no volume. Estamos buscando mudanças no nosso perfil produtivo, visando melhorar a qualidade do grão”, explica o gerente comercial da cooperativa Agroindustrial Holambra, Almerindo José Junior Vidilli.

Outro destaque, levantado na reunião, é o aumento da qualidade do produto oferecido aos moinhos, fator que agrada o mercado e diminui a necessidade de compra de trigo estrangeiro, já que o grão produzido no estado atende à necessidade da indústria moageira.

“Nosso principal ponto de debate, nesses quase cinco anos da reativação da Câmara Setorial sempre foi a melhora da qualidade no grão oferecido pelo produtor paulista, além da redução das variedades cultivadas. Com esses números, os relatos do campo e dos representantes da indústria, podemos dizer que esse objetivo está sendo alcançado e que a cada safra registramos a evolução do grão no estado”, ressalta Maurício, que foi reeleito para o cargo de presidente durante a reunião.

“Não poderíamos projetar números melhores para esse ano. Além do aumento do volume de grãos, a expectativa é registrarmos também melhora na qualidade do trigo paulista. Sem dúvida a Câmara Setorial é um dos pontos determinantes para esse crescimento no estado, pois a cada reunião trazemos ao produtor informações reais, para que possam tomar decisões estratégicas para a cultura”, finaliza o presidente.

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