Solidez financeira – Márcio Pizzato (Médico e Diretor administrativo e financeiro da Central Nacional Unimed)


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O sucesso da gestão financeira de uma operadora de planos de saúde é fundamental para que os clientes tenham uma experiência altamente positiva sempre que utilizarem os serviços previstos em contrato.

Como a inflação da medicina – que abrange honorários médicos, diárias hospitalares, exames, órteses, próteses e materiais especiais (OPME) – sobe muito mais do que a cesta básica, a boa gestão dos ingressos e despesas afasta qualquer ameaça ao futuro da empresa cooperativa.

Dependemos, basicamente, de duas fontes de recursos: resultados operacionais e financeiros. Um de nossos focos permanentes é a liquidez, ou seja, disponibilidade de dinheiro de acordo com o cronograma de dispêndios de assistência, impostos, investimentos, dentre outros compromissos. Os recursos financeiros, consequentemente, devem estar sempre atualizados e disponíveis para a administração.

O controle da saúde financeira é interno, obviamente, mas também externo. A agência reguladora, ANS, exige uma série de garantias para assegurar os recursos necessários ao atendimento dos beneficiários. Uma delas é a Provisão para Eventos Ocorridos e não Avisados (PEONA).

Trata-se de reserva estimada atuarialmente para fazer frente ao pagamento dos eventos já ocorridos e que não tenham sido registrados contabilmente pela operadora. Há também a Margem de Solvência – a capacidade de honrar todos os compromissos assumidos.

Essas e outras provisões são lastreadas pelos ativos garantidores – bens imóveis, ações, títulos ou valores mobiliares da operadora. A inobservância a essas exigências pode provocar Direção Fiscal da agência na operadora.

Para atender a todas as normas de mercado e regulatórias, contamos também com o apoio dos conselheiros de administração e fiscais, auditoria externa independente, além dos profissionais qualificados de nossas equipes financeiras, contábeis e fiscais.

Os dados financeiros da Central Nacional Unimed são de domínio público. Podem ser acessados no site da ANS, por exemplo, no Anuário Aspectos Econômico-Financeiros das Operadoras de Planos de Saúde. E nos Relatórios de Gestão e Sustentabilidade disponíveis no nosso site.

A redução do número de vidas em carteira em função da crise econômica tem exigido ainda mais atenção à gestão administrativo-financeira. Felizmente, podemos antecipar que a Central Nacional Unimed está no caminho para fechar 2017 com bons números em seu balanço.

Este processo de recuperação vem ocorrendo devido à administração austera e eficiente.

Os antigos diziam, com muita propriedade, que dinheiro não dá em árvore. Temos plena consciência disso e trabalhamos para que as áreas que atuam em contato com o cliente tenham total tranquilidade para exercer suas atividades, respaldadas pela solidez financeira da operadora.

* Márcio Pizzato é médico, é diretor administrativo e financeiro da Central Nacional Unimed



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