BNDES aprova até R$ 60 milhões para fundo voltado a pequenas empresas inovadoras

Publicado em: 08 abril - 2019

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FIP Anjo é o primeiro fundo com investimento do BNDES em parceria com investidores-anjo para apoiar startups com faturamento inferior a R$ 1 milhão

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), aprovou aplicação de até R$ 60 milhões em cotas do FIP Anjo, fundo de investimento em participações focado em empresas de perfil inovador e alto potencial de crescimento. Os recursos totais do fundo poderão a chegar a R$ 120 milhões, dependendo da capacidade de captação da gestora. O foco preferencial do investimento são companhias que atuem nos setores de agronegócios, biotecnologia, cidades inteligentes, economia criativa, saúde, cidades inteligentes e tecnologia da informação e comunicação (TIC).

O FIP Anjo é o primeiro fundo com recursos do BNDES que possibilita investimento em empresas com faturamento anual inferior a R$ 1 milhão e constituídas como sociedades limitadas. A iniciativa tem como objetivos fomentar o investimento-anjo no país, apoiar startups inovadoras com tecnologias disruptivas, reduzir a escassez de recursos para essas empresas nascentes com alto potencial de crescimento,  atrair investidores para o mercado de capitais voltado a essas empresas e estimular o ecossistema de inovação nacional.

A Domo Invest será responsável pelo mapeamento e seleção das empresas, articulação com aceleradoras e investidores-anjo e pela captação de outros investidores. O Fundo contará inicialmente com patrimônio de R$ 60 milhões, sendo R$ 40 milhões do BNDES e o restante aplicado pela gestora e outros investidores. Caso os recursos captados pela Domo atinjam R$ 30 milhões, o BNDES aplicará R$ 50 milhões. Se a gestora conseguir R$ 40 milhões ou mais, o aporte total do Banco poderá chegar a R$ 60 milhões.

Previsto para durar 10 anos, o fundo terá período de investimento de cinco anos, que poderá ser prorrogado por dois anos.

Na primeira fase de investimentos, o fundo aportará pelo menos R$ 25 milhões em empresas nascentes (com faturamento inferior a R$ 1 milhão). A expectativa é que nessa etapa o FIP Anjo invista em cerca de 100 startups. O valor aportado será igual ao captado junto a investidores-anjo ou aceleradora e esses outros apoiadores também deverão atuar como mentores dos empreendedores, estimulando melhores práticas de governança e gestão. Com isso, é possível ampliar a base de investidores-anjo e difundir uma cultura de empreendedorismo.

Na segunda fase de investimentos, serão realizados aportes de até R$ 5 milhões em empresas com receita bruta entre R$ 1 milhão e R$ 16 milhões. Embora os recursos possam ser aplicados em novas empresas, serão priorizados os empreendedores contemplados na primeira fase que estejam apresentando crescimento acelerado.

A falta de recursos para investimento é um dos principais desafios das empresas, sobretudo das startups, que não contam com histórico de atuação nem ativos para servir de garantias para financiamentos . É comum que em um primeiro momento, os empreendedores contem com o apoio financeiro de amigos e familiares. Caso sobrevivam a esse estágio inicial e apresentem um protótipo de produto ou negócio, além de boa perspectiva de crescimento, podem gerar interesse em investidores-anjo, que aplicam recursos próprios maiores em troca da participação nos negócios. 

De acordo com pesquisa apresentada pela Associação Anjos do Brasil, em 2017 a quantidade de investidores-anjo no país chegou a 7.600, aumento de 16% em relação a 2016 e volume total de investimento de R$ 984 milhões. Embora os registros sejam expressivos, a quantidade de anjos e o volume total de investimento correspondem apenas a 2,6% e 4,1% dos números nos Estados Unidos no mesmo ano.


Fonte: Imprensa BNDES com adaptação da MundoCoop



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