Na contramão do mercado, cartões private label crescem


CREDICOOP


Pesquisa do SPC sinaliza que as modalidades de crédito que os brasileiros mais possuem são cartão de crédito (61%) e cartão de lojas (40%). E os resultados da DMCard (administradora de cartões private label que viabiliza a redes de supermercados e de materiais de construção, a possibilidade de oferecerem aos seus consumidores um cartão de crédito de marca própria) comprovam essas afirmações. A empresa registra crescimento de 33% em comparação com o mesmo período de 2016 nos cartões que administra, crescimento que representa uma aceleração em relação ao crescimento do ano anterior, 23%, e está acima da média dos últimos cinco anos, 30%, levando a DMCard a confirmar sua projeção de ultrapassar o R$ 1,3 bilhão em valor movimentado em 2017.

Os números se destacam ainda mais considerando que o consumo no comércio em geral registrou uma queda de 1,5% de acordo com o Indicador Serasa Experian de Atividade do Comércio. “Dados públicos mostram que nos últimos doze meses dois grandes bancos cortaram mais de oito milhões de cartões de clientes que eles julgam ser de maior risco. Para outros clientes, os cartões não foram cortados, mas tiveram seus limites reduzidos. Por outro lado, cerca de 2% das transações de cartões nos caixas são negadas pelos emissores por limite insuficiente, e são vendas perdidas pelos supermercados se eles não tiverem alternativas. Nesse cenário, aumentou mais ainda a procura por cartões próprios, tanto por parte de consumidores como por parte de varejistas”, explica Maurício Meneghetti, gerente Comercial da DMCard.

Os bons resultados da empresa não se limitam apenas aos valores movimentados. “Como somos focados em um único negócio, cartões de loja, com o tempo nossa equipe conseguiu montar modelos e processos muito sofisticados de análise de crédito, detecção de fraudes e aumentos de limite. Com isso, conseguimos manter uma aprovação alta, de 54%, e aumentar 37% o limite de 30% dos clientes a cada semestre, enquanto mantivemos indicadores conservadores de risco, como FPD 7% e PDD 3%”, comemora Wanderson Aires, gerente de Risco.



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