Pesquisa revela como investidores se informam

Publicado em: 04 outubro - 2018

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Uma pesquisa da CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas) e do SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito) realizada em parceria com a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) mostra que 53% dos brasileiros que procuram informações para investir têm o hábito de se orientar com o gerente do banco em que são correntistas e 47% consultam a internet.

O aconselhamento com o gerente é mais comum para as pessoas acima de 55 anos (74%), enquanto a internet ganha força entre os investidores mais jovens (63%). As demais fontes de informação que se destacam na hora de orientar investidores são amigos e parentes (38%), consultores especializados (28%), departamento de orientação dos bancos (27%) e programas de TV (13%).

Para a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, o investidor deve diversificar as fontes de informações e não depender exclusivamente do gerente do banco para assumir escolhas financeiras. “Investir envolve planejamento e conhecimento para discernir e fazer boas escolhas. Deixar para que outras pessoas decidam por você é uma atitude ruim porque não incentiva o aprendizado. Além disso, o investidor pode ficar limitado aos produtos ofertados pela instituição em que ele tem conta. O ideal é buscar o maior número de referências e refletir sobre elas, dentro das suas possibilidades e objetivos financeiros”, orienta a economista.

A pesquisa aponta que não são todos os investidores que tomam decisões com base em pesquisa ou orientações. Apenas 30% sempre buscam informações sobre investimentos, enquanto 44% só o fazem ocasionalmente e 26% dispensam a orientação.

Considerando o último grupo, 70% acabam escolhendo as modalidades de investimento mais conhecidas, 19% tomam decisões sozinhos e 10% delegam a função para terceiros. Além disso, alguns cuidados passam despercebidos: 11% dos entrevistados não procuram manter-se informados sobre os rendimentos do dinheiro que têm investido e 16% não dão atenção aos custos de transação dos investimentos, calculando seu impacto na rentabilidade.

“Investir envolve planejamento e conhecimento para discernir e fazer boas escolhas”, diz Marcela Kawauti, economista-chefe do SPC Brasil

Razões para escolher onde investir

Com grande capacidade de ditar tendências, gerar comentários e engajar internautas, os influenciadores digitais e youtubers também estão presentes no mundo dos investimentos. De acordo com a pesquisa, entre os investidores que consultam a internet, 44% usam os influenciadores como fonte de informações para decisões de como e onde investir. Outras referências comuns na internet são sites especializados em educação financeira (51%), de bancos (50%) e de consultorias de investimentos (30%) ou de corretoras (29%). As newsletters digitais de corretoras (18%) ou de consultorias (17%) completam o ranking.

Na hora de escolher o tipo de investimento, 55% dos brasileiros que fazem aplicações priorizam as consideradas fáceis de resgatar. Outras características valorizadas pelos entrevistados são baixo risco (52%), facilidade de compreensão (51%) e não exigir tanta burocracia na hora de investir (50%). Outras necessidades são: poder iniciar com um aporte inicial baixo (38%), previsibilidade de retorno (38%) e custos ou taxas (37%).

A pesquisa ainda mostra que, dentre os brasileiros que possuem reserva financeira, 81% aplicam o dinheiro em alguma modalidade de investimento, com predomínio das aplicações tradicionais e conservadoras como a caderneta de poupança (69%). Completam o ranking: previdência privada (12%), fundos de investimentos (12%), tesouro direto (9%), CDBs (9%) e ações em bolsa (5%). No geral, 60% dos investidores optam sempre pelo mesmo tipo de aplicação e 24% costumam copiar escolhas que as outras pessoas fazem, sem verificar se é o mais indicado para sua situação. As aplicações mais rejeitadas e que os entrevistados jamais fariam são criptomoedas (33%) e debêntures (28%).

Na avaliação do superintendente de Proteção e Orientação aos Investidores da CVM, José Alexandre Vasco, a escolha da melhor modalidade deve resultar de uma análise cuidadosa e informada. “Novos ativos e promessas de alta rentabilidade atraem a atenção, mas é importante que seja analisado se o produto é adequado aos objetivos do cliente, se sua situação financeira é compatível com o investimento e, principalmente, se ele tem o conhecimento necessário para compreender os riscos envolvidos.”

Tempo de investimento

Investir é uma experiência ainda nova para parte considerável dos entrevistados. Em cada dez, três (31%) entraram para o mundo dos investidores há menos de um ano. Os que o fazem há mais de três anos somam 40% da amostra, ao passo que 23% estão entre um e três anos nessa rotina.

Em média, cada investidor faz nove aportes em suas aplicações por ano, sendo que 54% são disciplinados e destinam recursos todos os meses. Além disso, para garantir a formação da reserva financeira, 43% fazem investimentos de forma programada e 24% usam plataformas de gestão automatizada, que usam algoritmos para selecionar aplicações mais rentáveis.

Para conhecer os resultados na íntegra, baixe a pesquisa aqui.

 

Fonte: SPC Brasil



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