Plano prevê investimento de R$ 2,3 tri em energia

Publicado em: 12 fevereiro - 2020

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O governo prevê crescimento de 2,9% da economia até 2029 e, para isso, terá de adicionar capacidade de geração de energia equivalente a quatro usinas de Itaipu para suportar esse desempenho. É o que mostra o Plano Decenal de Expansão Energética (PDE) assinado ontem pelo ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque.

De acordo com o ministro, esse novo planejamento exigirá investimentos de R$ 2,3 trilhões para a ampliação da capacidade instalada, 74% concentrados na exploração de petróleo e gás.

Sob críticas de empresários das chamadas energias limpas, o plano acentua ainda mais a queda do peso das fontes renováveis. Cerca de R$ 1,7 trilhão do investimento total projetado será destinado à ampliação da capacidade de exploração de petróleo e ao gás.

Segundo o secretário de Planejamento e Desenvolvimento do ministério, Reive Barros, o peso das fontes renováveis cairá de 83% para 80% (sob a óptica da capacidade instalada) e continuará no patamar de 48%, levando em conta a oferta interna de energia.

Para ele, esse é um patamar suficiente para que o país cumpra os termos do Acordo de Paris e de outros protocolos de redução de emissões de carbono. Ainda de acordo com o documento, o peso das hidrelétricas passará de 58% para 42% do total da capacidade instalada do sistema até 2029.

Embora fontes renováveis, como solar, eólica e biomassa cresçam bastante no período, a produção de petróleo e gás deve extrapolar a média registrada na década passada. Segundo o secretário, o país deve passar a ocupar a quarta posição como maior produtor de petróleo. No ano passado, a média diária de produção foi de 2,8 milhões de barris. Em uma década, a projeção é de bater em 5,5 milhões.

Com essa marca, o país ultrapassará o Iraque e ficará atrás de EUA (líder mundial), Rússia e Arábia Saudita. Ainda segundo o ministério, o país passará à condição de exportador, destinando 3,5 milhões de barris por dia ao mercado externo. Hoje, essa média é de 1,2 milhão de barris.


Fonte: Valor Econômico



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