Sicredi realiza evento para engajar e incentivar a liderança feminina


CREDICOOP


Com uma equipe composta por mais mulheres (54%) que homens, em um total de 22 mil funcionários, o Sicredi busca cada vez mais incentivar as lideranças femininas em suas cooperativas. Um exemplo disso é o “1º Summit dos Comitês Mulher”, que acontece no Hotel Four Points Sheraton, em Curitiba (PR), entre os dias 13 e 14 de novembro. O encontro, totalmente voltado para elas, tem como objetivo reunir e empoderar as lideranças femininas das cooperativas Sicredi do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro e integrantes da Sister Society Brasil – grupo de mulheres que faz parte da Global Women’s Leadership Network (Rede Global de Mulheres Líderes).

O objetivo do grupo é procurar o desenvolvimento e o engajamento das mulheres associadas ao universo do cooperativismo de crédito – com o intuito de proporcionar um fórum de aprendizado, debates e networking. “Sabemos o quanto tem crescido a presença de mulheres em cargos de liderança e gestão e queremos ampliar o debate sobre isso. Com esse primeiro evento, queremos aumentar a reflexão sobre como as cooperativas – e a sociedade em geral – podem encorajar que mais e mais mulheres possam assumir cargos de representatividade e gestão. Trata-se de um primeiro passo para reduzir esta lacuna que nossa sociedade ainda conserva”, analisa o presidente da Central Sicredi PR/SP/RJ e do Sistema Sicredi Participações, Manfred Dasenbrock.

Com programação repleta de conhecimento e momentos para troca de experiências, o evento terá a participação de seis palestrantes: Alexandra Loras, ex-consulesa da França no Brasil; Kedma Nascimento, professora da Fundação Dom Cabral; Gisele Gomes, membro da Sister Society Brasil; Susan Mitchell e Jane Woods, da Rede Global de Mulheres Líderes, Ana Fontes, especialista em empreendedorismo feminino e fundadora da Rede Mulher Empreendedora – a primeira e maior rede de apoio a empreendedoras do Brasil. Sérgio Paixão também marcará presença, com momentos de diálogo e troca de experiência entre as participantes.

Na opinião do diretor Executivo Central Sicredi PR/SP/RJ, Maroan Thomé, essa reunião visa incentivar ainda mais a presença das mulheres em posições de tomada de decisão. “Procuramos reunir líderes com diferentes expertises para enriquecer o compartilhamento de ideias. Elas irão abordar temas que vão desde empreendedorismo, cooperativismo, liderança e seus desafios, que são assuntos que devem estar sempre em pauta”, explica. Para Gisele Gomes, membro da Sister Society Brasil, “o Summit vem fortalecer o movimento que o Sicredi tem construído em relação aos Comitês Mulher e ao Programa da Rede Global de Mulheres Líderes. Acredito que será um marco na construção e fortalecimento do protagonismo feminino de nossas associadas”, afirma. Maura Carrara, presidente da Cooperativa Sicredi Nossa Terra PR/SP, reforça: “o evento incentiva um movimento transformador e inclusivo para as mulheres no Sicredi. Precisamos desmistificar a crença de que o ambiente corporativo é predominantemente masculino. Temos muito com o que contribuir, especialmente com conhecimento, perseverança e sensibilidade, características próprias da mulher”.

A opinião de Maura Carrara é reforçada por uma pesquisa da Organização Internacional do Trabalho (OIT), divulgada em junho de 2017. O documento revela que apenas 56% das mulheres economicamente ativas no Brasil está empregada, em contraste com 78,2% dos homens na mesma faixa etária. No entanto, se a participação feminina aumentasse em 25%, poderíamos expandir a economia em até R$ 382 bilhões, o que favorecia o consumo de bens, serviços e recolhimento de tributos, de acordo com a OIT.

No agronegócio, por exemplo, a presença feminina é constante e visível, como mostrou uma pesquisa inédita, realizada pela Fran6 Pesquisa, em parceria com a Associação Brasileira do Agronegócio (Abag) e pela PwC, e apresentada no último Congresso Nacional das Mulheres do Agronegócio. O estudo revelou que 57% das entrevistadas participam ativamente de sindicatos e associações rurais, 60% possuem curso superior completo, 55% acessam a internet todos os dias, 88% se consideram independentes financeiramente, sendo que 14% contribuem mais em casa que o parceiro.



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