Brasil pode ser campeão em segurança alimentar

Publicado em: 02 agosto - 2018

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Plano apresentado por Rodrigues a docentes, servidores técnicos administrativos e estudantes de graduação e pós-graduação da Esalq será discutido com candidatos a presidente da República mais bem posicionados nas pesquisas eleitorais – Foto: Gerhard Waller / DvComun Esalq

A produção, a distribuição e o acesso aos alimentos é um tema que deve unir de forma definitiva os ambientes rural e urbano. Essa é a proposta do Plano de Estado: O Brasil na segurança alimentar global, documento apresentado nesta quinta-feira (2/8) por Roberto Rodrigues, coordenador do GVAgro (Centro de Estudos do Agronegócio da Fundação Getúlio Vargas) e titular da Cátedra Luiz de Queiroz na Esalq. “O Brasil tem alta tecnologia para elevarmos nossos índices de produtividade, temos terra de sobra, gente apta a promover uma nova revolução, mas falta estratégia de Estado”, declarou o ex-ministro da Agricultura durante fala na Sala da Congregação da Esalq (Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” da Universidade de São Paulo), em Piracicaba (SP). Participaram do encontro docentes, servidores técnicos administrativos e estudantes de graduação e pós-graduação.

Desde que assumiu a cátedra, em outubro de 2017, Rodrigues vem se dedicando à organização de um plano de Estado que, segundo ele, dará ao País a chance de se tornar campeão mundial da segurança alimentar e da paz. “De acordo com estudos da OCDE e da FAO, para garantir a segurança alimentar do planeta, o Brasil necessita ampliar, em uma década, 40% sua produção de alimentos. Essa demanda externa é um novo desafio e, por isso, propomos não um plano de governo, mas de Estado, que contemple, até 2030, uma intersecção entre as sociedades urbana e rural, pois onde não há fome não haverá guerra”, complementa.

O Plano de Estado foi edificado com apoio de consultores. “Partimos das premissas do equilíbrio macroeconômico e do balanço entre a oferta e a demanda de alimentos, pilares que norteiam 15 temas que se configuram como políticas que abrangem todas as pastas ministeriais das próximas gestões presidenciais”, explica Rodrigues.

Política agrícola

Um dos temas centrais do plano de estado é Política de Renda, coordenado pelo engenheiro agrônomo e ex-ministro Luís Carlos Guedes Pinto.  “É preciso ampliar o programa de seguro rural e investir em um banco de dados a fim de construirmos uma matriz de risco. Estamos propondo uma mudança de eixo, com um programa de gestão do risco do agronegócio que nos deixe ir além do histórico processo de renegociação de dívidas”, comentou.

Para o diretor da Esalq, professor Luiz Gustavo Nussio, o documento tem caráter disruptivo e uma abordagem inovadora. “A contribuição da Esalq, com esse tema tão importante, deu a oportunidade para que a cátedra propusesse algo que de fato modifica o status da nossa agricultura e do próprio modelo de sociedade. Encontramos nesse plano propostas que dialogam a partir de uma narrativa bem posicionada diante dos desafios que teremos.”

A partir da apresentação na Esalq, o Plano de Estado será debatido, durante o mês de agosto, com membros das equipes dos candidatos a presidente da República mais bem posicionados nas pesquisas eleitorais. No final do mês, será realizado na CNA (Confederação Nacional da Agricultura) um encontro com esses candidatos, que terão a oportunidade de se posicionar diante do plano configurado na instituição. “Não estamos pedindo para a atividade agrícola e tudo que a envolve seja posicionada de forma estratégica, mas sim dando a possibilidade de o País se tornar campeão mundial de segurança alimentar e, por consequência, agente central do processo de paz no globo”, concluiu Roberto Rodrigues.

 

Fonte: Divisão de Comunicação da Esalq, com adaptação da Redação MundoCoop



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