Convênio de cooperação é assinado entre Sicredi e ABGD

Publicado em: 10 setembro - 2018

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A Central Sicredi Sul/Sudeste firmou um convênio de cooperação técnica com a ABGD (Associação Brasileira de Geração Distribuída). O convênio objetiva beneficiar associados de ambas as instituições com linhas de crédito para projeto e de fontes alternativas de energias renováveis, em especial o de energia solar.

Conforme Leandro Reis Wallau, consultor de negócios da Central Sicredi Sul/Sudeste, a ABGD possui mais de 400 sócios, dentre esses muitos associados também do Sicredi, assim é possível acolher os pedidos de financiamentos e demandas de todo o setor. “A população tem despertado para a geração de fontes alternativas de energia limpa, visando benefícios significativos de redução da conta de energia”, ressalta Wallau.

Atento a essa crescente demanda, o Sicredi criou linhas de crédito direcionadas para isso, nas quais destaca-se a energia solar, que é viabilizada pelo que se chama de autofinanciamento. “Aprovamos o crédito para o associado fazer o projeto e a aquisição das placas solares, que é beneficiado pela redução da conta de energia, direcionando o valor que seria pago na conta de energia para amortizar as parcelas do empréstimo. E quando liquidado o financiamento, os ganhos se concretizam e o associado efetivamente passa a ter uma economia, com uma conta de energia menor”, explica o consultor.

A Central Sicredi Sul/Sudeste orienta os associados interessados a procurarem as suas agências e fazerem uma simulação. O prazo máximo para pagamento de parcelas, taxas e linhas de crédito serão definidos pelas cooperativa de crédito da área desta central.

Regras da Geração Distribuída no Brasil

As regras básicas definidas pela REN 482/2012, aperfeiçoada pela REN 687/2015, válidas desde 1º de março de 2016, contemplam:

  • Definição das potências instaladas para micro (75 kW) e minigeração (5 MW);
  • Direito a utilização dos créditos por excedente de energia injetada na rede em até 60 meses;
  • Possibilidade de utilização da geração e distribuição em cotas de crédito para condomínios;
  • Foi possibilitada a forma de autoconsumo remoto onde existe a geração em uma unidade e o consumo em outra unidade de mesmo titular;
  • E aberta a geração compartilhada em que um grupo de unidades consumidoras são responsáveis por uma única unidade de geração.

Incentivos à Geração Distribuída no Brasil

O CONFAZ, através do Ajuste SINIEF 2, revogou o convênio que orientava a tributação da energia injetada na rede. Cada estado passou a decidir se tributa ou não a energia injetada. Até o momento, os seguintes estados aderiram: SP, PE, GO, CE, TO, RN, MT, BA, DF, MA, RJ, RS, RR, AC, AL e MG.

O Governo Federal, por meio da Lei n° 13.169, isentou o PIS e COFINS a energia injetada na rede. Também criou o Programa de Desenvolvimento da Geração Distribuída de Energia Elétrica (ProGD) com intuito de fomentar a geração distribuída no Brasil.

Existe a tendência de que municípios passem a adotar medidas de incentivo para a dedução de IPTU para a geração distribuída como é o caso do município de Palmas em TO. Ou a dedução de imposto de renda por amortização de equipamentos. Foi aprovado na Comissão de Serviços de Infraestrutura do Senado o projeto de Lei 371 de 2015 para o resgate do FGTS para aquisição de sistemas de microgeração.

Benefícios da GD para o Brasil

O Brasil possui um ótimo recurso solar – 1.550 a 2.350 kWh/m² por ano –, porém existem outros benefícios agregados a geração distribuída:

  • Diversificação da matriz energética;
  • São evitadas perdas por transmissão de energia, considerando que a geração distribuída é disponibilidade próxima ao consumo;
  • Geração de empregos de qualidade – 30 empregos diretos e 3,1 empregos indiretos por MW instalado (Fonte ABSOLAR);
  • Possibilidade de desenvolver cadeia produtiva nacional;
  • Equilíbrio de cargas no sistema na rede de distribuição e na fronteira com a rede básica;
  • Matriz energética mais sustentável;
  • Melhor aproveitamento dos recursos;
  • Maior eficiência energética nos empreendimentos;

 Sistemas de GD instalados no Brasil

Até o mês de maio de 2016, foram instalados 3.565 conexões no Brasil, sendo 1.780 somente entre os meses de janeiro e maio desse ano. Estão previstos aproximadamente mais 4.200 conexões até o final desse ano. Somente no ano 2014, o País saiu de 424 sistemas instalados para 1.731, em 2015 – um crescimento de mais de 300% em um ano.

Metas ProGD: Reduzir as emissões de CO2 em relação aos níveis de 2005, em 37% até 2015, e em 43% até 2030; alcançar 23% de energias renováveis (além da energia hídrica) no fornecimento de energia elétrica; e alcançar 10% de eficiência no sistema elétrico até 2030.

 

Fonte: Central Sicredi Sul/Sudeste 



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