Cooperativas como negócios de impacto

Publicado em: 21 novembro - 2020

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Dentro de um país que ainda é precário em algumas áreas importantes como saúde, educação, habitação e serviços financeiros, os negócios de impacto podem assumir um papel relevante gerando benefícios sociais e ambientais.

Explorando as oportunidades e os desafios relacionados com as variadas formas de atuação das cooperativas como negócios de impacto, o episódio “Cooperativas como negócios de impacto” da série WebCoop, contou com as presenças ilustres do professor da Universidade Federal de Viçosa – UFV, Mateus de Carvalho Reis Neves; a professora da Universidade Federal de Minas gerais – UFMG, Valéria Gama Fully Bressan e o mestre em Controladoria, Gustavo Souza.

Dando início a discussão, Mateus afirmou que existem vários desafios relacionados às ações de uma organização ou cooperativa que impactam nos resultados financeiros e sociais de uma forma sustentável. “Devemos nos questionar: será que nós de fato estamos fazendo atividades que são de interesse da comunidade?”.

Atividade social é diferente de uma atividade pontual ou filantrópica e justamente por ter essa responsabilidade social inserida no planejamento, as cooperativas precisam ser encaradas também como um arranjo organizacional. “As atividades tem que ser visíveis para a comunidade e por essas questões fazerem parte do nosso DNA do cooperativismo, muitas cooperativas não se preocupam em divulgar. Precisamos divulgar o que fazemos de bom!”, acrescentou Mateus.

Obviamente que quando pensamos em impacto, automaticamente, assimilamos que irá ocorrer uma mudança. Porém, essas transformações e atividades que as cooperativas prestam e exercem, precisam ser divulgadas para que possamos mostrar como é possível fazer diferente. “Nós acreditamos que as cooperativas são os agentes de transformação na comunidade”, afirmou Valéria. Entretanto, para que essa divulgação seja realizada, é preciso escolher a forma adequada de demonstrar esse resultado, tanto no qualitativo quanto no quantitativo. “Nós precisamos primeiro nos consolidar internamente, mas temos que nos mostrar (…) Criação de valor compartilhado é também uma criação de valor econômico que impacta a sociedade”, complementou.

Colocando toda a teoria na prática, Gustavo Souza trouxe uma ampla explicação do case da cooperativa de crédito Sicoob Credichapada, reconhecida por suas ações de impactos econômicos e sociais. Contextualizando com a história da cooperativa, apresentou o “Programa de Educação Cooperativista, Empreendedora e Financeira”, que está concorrendo no prêmio SomosCoop na categoria comunicação e difusão do cooperativismo, e que tem como vertentes de trabalho as comunidades e escolas do município. “O programa tem como objetivo a inserção da disciplina no Plano Currículos de Ensino e no fim, a prática é a criação de uma cooperativa escolar”, explicou.

Se estabelecer no mercado e causar um impacto de mudança não é tão simples quanto se imagina e o cooperativismo, que possui em seus 7 princípios o desejo de transformação, sempre que tem a possibilidade tem o exercício de fazer ações que impactam a comunidade. Nenhum lugar é igual e cada um tem sua particularidade, “a pergunta que devemos fazer é: o que sua comunidade precisa para desenvolver o cooperativismo? E assim, cada um desenvolve o que precisa”, finalizou Gustavo.

Quer saber mais sobre essas e outras questões discutidas? Confira o webinar completo com exclusividade no link abaixo!

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Por Redação MundoCoop


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