Prefeitura de SP faz parceria com agricultores familiares para fornecimento de merenda escolar


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Verduras e hortaliças serão compradas de pequenos agricultores familiares para a merenda escolar (Foto: Divulgação Secretaria Municipal de Educação

Após a polêmica da farinata na merenda escolar, a Prefeitura de São Paulo decidiu introduzir mais alimentos naturais no prato dos estudantes da rede. Depois da compra de alimentais orgânicos in natura, os alunos poderão comer agora hortaliças e verduras compradas diretamente de produtores locais.

Os agricultores das regiões de Parelheiros, no extremo da Zona Sul, e São Mateus, na Zona Leste da capital, deverão fornecer as verduras e hortaliças. Inicialmente, serão atendidas apenas 13 diretorias de ensino regionais. O custo estimado será de R$ 377 mil em dois meses.

Posteriormente, a Prefeitura planeja ampliar para toda a cidade a parceria com agricultores familiares. A estimativa é que custo para compra para todas as creches (CEIs), EMEIs (Escola Municipal de Ensino Infantil) e EMEFs (Escola Municipal de Ensino Fundamental) de toda a rede. A estimativa é que o gasto seja de R$ 2,4 milhões no período de um ano.

Neste sábado (11), a Secretaria Municipal de Educação publicou no Diário Oficial um chamamento público para compra doa alimentos conforme determina o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). Os interessados têm até o dia 6 de dezembro para apresentar sua documentação.

Apesar dos alunos já comerem verduras frescas nas merendas, será a primeira vez que o critério de compra local será executado na sua íntegra, ou seja, cooperativa e município da mesma localidade. Esse é o critério básico da Lei do PNAE, por promover circuitos curtos entre a produção e o consumo.

Serão adquiridos acelga, alface crespa, alface americana, cebolinha, couve, escarola, repolho e salsa que serão distribuídos para as unidades escolares de 18 prefeituras regionais.

“A inclusão de alimentos in natura é prioridade do programa de Alimentação Escolar em São Paulo. Agora avançamos com as compras locais: pretendemos comprar alimentos da produção da cidade. O que faz bem à saúde dos nossos alunos, à economia local e à sustentabilidade das regiões da cidade onde são produzidos os alimentos”, afirmou Alexandre Schneider, secretário municipal de Educação.

Em Parelheiros e em São Mateus existem agricultores que trabalham com sistema orgânico e em sistema de conversão de convencional para orgânico. E essa passa a ser também uma ação para o cumprimento da política municipal de aquisição de alimentos orgânicos para a alimentação escolar, segundo a Secretaria Municipal de Educação.

Bananas orgânicas

No mês passado, a Prefeitura de São Paulo anunciou que vai incluir, pela primeira vez, um alimento in natura orgânico na merenda escolar da rede municipal de ensino.

Sancionada em 2015 pelo então prefeito Fernando Haddad, a Lei Municipal nº 16.140 prevê a obrigatoriedade de se incluir alimentos orgânicos ou de base agroecológica na alimentação escolar. A ideia é, gradualmente, transformar a merenda em 100% orgânica. O ex-prefeito introduziu o arroz orgânico.

Farinata

O prefeito João Doria confirmou que vai recuar, ao menos momentaneamente, na ideia de distribuir o granulado feito a partir de alimentos próximos do vencimento junto à merenda escolar.

O tucano ressaltou, no entanto, que tem confiança no granulado, até porque, segundo ele, o produto foi indicado pela Cúria Metropolitana e o arcebispo Dom Odilo Scherer. “O produto é bom. Quero mencionar que qualitativamente o produto é bom”, afirmou “Vamos agir com mais cautela do que já normalmente teríamos”, completou.

A medida, entretanto, não afeta a entrega do composto à população em situação de rua.

De acordo com a Prefeitura, os alimentos in natura continuarão sendo distribuídos nos centros de acolhida da rede municipal. O granulado, batizado de “alimento”, seria, então, utilizado apenas nos casos mais críticos, em quadros de desnutrição, como uma espécie de suplemento alimentar. Para isso, o próximo passo da gestão Doria, que ainda não tem prazo para ocorrer, será mapear a população da capital em situação mais vulnerável.

Notícia veiculada em 12 de novembro de 2017 pelo G1.



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