BRDE e cooperativas: relacionamento se fortalece ano a ano

Publicado em: 10 abril - 2018

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Orlando Pessuti assumiu a presidência do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) em novembro de 2017. Em entrevista exclusiva à MundoCoop, Pessuti fala do relacionamento entre a instituição financeira e as cooperativas agroindustriais, mostra os diferenciais do BRDE e os serviços prestados.

BRDE e cooperativas: relacionamento se fortalece ano a ano (Foto: Divulgação)

BRDE e cooperativas: relacionamento se fortalece ano a ano (Foto: Divulgação)

Confira!

Qual a participação do cooperativismo entre os tomadores de crédito no BRDE? Como vem evoluindo?

Desde a fundação do BRDE, em 1961, as cooperativas do Sul têm participação relevante na carteira de clientes do Banco. Costumo dizer que as cooperativas da região não seriam o que são – referência dentro e fora do Brasil -, não fosse o apoio do BRDE. E o Banco não teria os bons resultados que historicamente alcança não fosse a parceria com elas. Em 2017, o Setor Cooperativista representou31,2% das operações do BRDE nos três estados. No Paraná, por exemplo, os primeiros financiamentos da maioria delas surgiram dentro do próprio Banco, resultado dessa parceria maravilhosa. Queremos manter e ampliar essa relação de sucesso. Sem a menor dúvida, o cooperativismo é o grande responsável pela pujança nos campos do Sul.

Série histórica:

Que projetos/ linhas de crédito disponibiliza para as cooperativas?

As cooperativas têm acesso às linhas de financiamento ao agronegócio, para investimento em aquisição de máquinas, armazenagem, florestas, suinocultura e avicultura e pecuária de corte, entre outros itens. Podem também financiar seus projetos por meio das linhas voltadas à inovação, eficiência energética, energias renováveis, produção e consumo sustentáveis, novos produtos do BRDE que consolidam o banco como instituição financeira do desenvolvimento sustentável.

O que é necessário para uma cooperativa obter financiamento no BRDE para seus projetos?

As cooperativas interessadas no apoio do BRDE aos seus projetos podem procurar as agências de Curitiba, Porto Alegre e Florianópolis, além dos escritórios regionais nos três estados e em Campo Grande (MS). Os endereços e telefones estão disponíveis no portal www.brde.com.br. E-mails podem ser enviados para:

brdepr@brde.com.brbrdesc@brde.com.brbrders@brde.com.br.

Qual a diferença entre o BRDE, o BNDES e instituições como BB e Caixa?

O BRDE é um banco público, focado no desenvolvimento socioeconômico dos três estados do Sul e também do Mato Grosso do Sul. Tem por missão promover e liderar ações de fomento ao desenvolvimento econômico e social da região onde atua. Apoia e financia investimentos de empresas e de produtores rurais de todos os portes, nos mais variados segmentos de atividade. A visão da instituição é ser reconhecida como parceira estratégica na promoção do desenvolvimento econômico e sustentável da região de atuação. Fundado em 1961, o BRDE tem 536 funcionários, três agências e 10 espaços de divulgação nas capitais da Região Sul, um escritório de representação em Campo Grande (MS) e outro no Rio de Janeiro (RJ). Hoje são R$ 16,8 bilhões em ativos, dos quais R$ 13,9 bilhões em financiamentos, sendo R$ 5,7 bilhões investidos no Paraná. O patrimônio líquido do banco é de R$ 2,4 bilhões. O BRDE tem 35.377 clientes ativos e está presente em 1.083 (90,9%) dos 1.191 municípios do Sul. É o maior repassador de recursos do BNDES na Região Sul e o 6º no Brasil. Foi o primeiro agente financeiro do país cadastrado para repasse da linha INOVACRED da FINEP e o maior repassador de linhas de inovação do Brasil. O banco é agente financeiro da ANCINE para produções de cinema e obras audiovisuais em todo o Brasil e também do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO), para operações rurais e empresariais em Mato Grosso do Sul. É também agente financeiro do FGTS, beneficiando municípios e infraestrutura privada nas áreas de saneamento, resíduos sólidos e mobilidade urbana. Depois de muitos anos ausente do mercado fornecedor de recursos internacionais, neste ano, o BRDE fecha sua primeira parceira para captação de recursos externos, destinados ao financiamento de projetos de produção e consumo sustentáveis. O parceiro é a Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD). Em 2017, o Banco foi credenciado pelo Ministério do Turismo para operar o FUNGETUR – Fundo Geral de Turismo, beneficiando a infraestrutura deste setor.

É comum os tomadores de crédito para investimentos falarem do elevado custo financeiro do empréstimo, em função das taxas, del credere e  spreed do repassador. Como essa fórmula é elaborada no BRDE?

O BRDE recebe os recursos com um determinado custo. A esse custo agrega o do seu trabalho e o do risco da operação. Sobre esse risco há alguma variação. Quanto menor o risco, em função da situação da empresa, tradição junto ao Banco, garantias oferecidas e qualidade do projeto, o spread pode ser reduzido. Observe-se que o banco assume todo o risco da adimplência do seu cliente, junto aos organismos repassadores de recursos. E esses contratos são de longo prazo, podendo ir até 10, 14 ou 20 anos, conforme a linha de crédito e o tipo de projeto.

Evolução dos valores de financiamento e fomento na história do BRDE e, se possível, da participação das cooperativas.

Nos seus 56 anos de atuação, o BRDE contratou financiamentos da ordem de R$ 132,7 bilhões em todos os setores da economia. A cadeia do agronegócio se mantém como o carro-chefe das contratações.  Em relação ao cooperativismo, levando em conta o período de 2006 a 2016, o banco contratou R$ 11,2 bilhões em financiamento direto a cooperativas ou por meio de cooperativas conveniadas.

Falando de números mais recentes, em 2017, o banco desembolsou R$ 2,2 bilhões em investimentos nos três estados que, somados aos recursos próprios dos investidores, resulta na aplicação no período de R$ 4,071 bilhões na Região Sul, apesar dos cenários econômico e político adversos. Do ponto de vista financeiro e patrimonial, o BRDE obteve lucro de R$ 118 milhões, ante aos R$ 117,6 milhões obtidos no ano anterior. O Banco alcançou Patrimônio Líquido superior a R$ 2,5 bilhões, com R$ 17,2 bilhões de Ativo Total. O desempenho de 2017 contribuiu para criação/manutenção de 33.065 empregos diretos e indiretos e a geração de ICMS incremental de R$ 359 milhões na região. Foi um bom resultado, destacando que o BRDE encerrou o ano mantendo a posição de maior repassador de recursos entre as instituições financeiras credenciadas pelo BNDES na Região Sul, e o sexto colocado no país.



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