Pense Coop: Pra não dizer que eu não falei das flores!

Publicado em: 19 março - 2020

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Se nós começarmos a impedir a circulação das mercadorias, não só o abastecimento, o suprimento vai ficar terrível gerando um estopim, e também nós vamos prejudicar ainda mais por decisões não bem tomadas na economia fragilizada do país. Eu recebi da Cooperativa Holambra, a Holambra aqui em Jaguariúna no Estado de São Paulo, reunindo cerca de cinco mil famílias. A Holambra é a quarta maior cooperativa do mundo de flores.

O governo do estado de Santa Catarina fechou as fronteiras. Simplesmente está impedindo a entrada de caminhões que estão lá de cooperados da Holambra pare entregar flores na floricultura. O policial chega, lacra a .própria floricultura. Flor também é agronegócio. Flor faz parte do alimento? Faz parte da saúde, da saúde mental.

Portanto por que proibir a circulação das mercadorias em um momento crítico da economia e uma mercadoria completamente bela, inofensiva, que faz parte da vida e faz parte de cinco mil cooperados que tem a quarta maior cooperativa de flores do planeta Terra?

Ou seja, fecharam fronteiras, reduziram a circulação das mercadorias, dos alimentos para o corpo e para a alma. Não vejo necessidade alguma de fazer isso. Portanto, está na hora das autoridades tomarem as devidas providências com a saúde. Que sejam firmes nisso, mas impedir a circulação das mercadorias em um momento crítico da economia, significa amplificar as dores.

Não permitir que um caminhão de flores, da Cooperativa Holambra, entre em Santa Catarina, também não passe pelo Rio Grande do Sul, não vejo que sentido isso tem com relação a eficácia no combate ao coronavírus.

Muito cuidado, as dores da economia podem ser também terríveis.


*José Luiz Tejon Megido é colunista da MundoCoop



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