Ricardo Balbinot assume diretoria de Cooperativismo na Mongeral Aegon

Publicado em: 05 julho - 2018

Leia todas


Cada vez mais a representatividade do cooperativismo no Brasil vem chamando a atenção de grandes corporações, em diversos segmentos. É o caso da seguradora Mongeral Aegon, empresa multinacional com mais de 2,2 milhões de vidas seguradas e crescimento anual próximo de 20% nos últimos dez anos. A companhia criou uma diretoria específica para atender as cooperativas e contratou Ricardo Balbinot para assumir essa nova divisão. Balbinot é graduado em Administração, com pós-graduação em Cooperativismo e MBA em Gestão de Negócios, e atua há mais de duas décadas junto ao setor cooperativista. O executivo também é professor da Escola Nacional de Seguros. Nesta entrevista exclusiva à Revista MundoCoop, Balbinot conta quais são as metas da empresa com a nova diretoria e como será o atendimento às cooperativas. Acompanhe.

Por que a Mongeral Aegon criou uma diretoria de cooperativismo?

A empresa já trabalha com este nicho de mercado há algum tempo, sendo parceira de negócios dos principais sistemas cooperativistas de crédito. No entanto, o movimento da companhia em criar uma diretoria dedicada ao cooperativismo é para ampliar os segmentos de atuação, reflexo do potencial que este mercado representa para o setor de vida e previdência.

Como está estruturada essa diretoria?

A empresa já tinha uma área de atuação no segmento, composta por superintendentes, gerentes comerciais e equipe de suporte dedicada. A criação da diretoria consolida a intenção e a ampliação contínua da empresa em dedicar atenção às cooperativas no Brasil.

Quais são suas principais metas à frente dessa nova diretoria?

O principal objetivo é ampliar o volume de produtos distribuídos nas cooperativas parceiras, na oferta de soluções desenvolvidas pela Mongeral Aegon ao público cooperado. A empresa já atua na oferta de soluções de planejamento financeiro para os cooperados e, a partir de agora, intensificará ainda mais sua atuação com este segmento.

Quais são os principais desafios nesse início de jornada?

Por enquanto estamos estruturando melhor os processos para ampliarmos a nossa operação neste mercado.

O momento político e econômico em que o Brasil se encontra torna essa missão mais desafiadora?

O mercado de pessoas associadas às cooperativas cresceu muito no Brasil, mesmo em momentos de crise, apesar de ser baixo comparado a países com economia desenvolvida. Porém, trabalhar no mercado de seguro de vida e previdência é desafiador em qualquer época. Isto porque o brasileiro ainda não tem a cultura de planejamento. O momento de crise econômica, no entanto, pode ser uma oportunidade para o nosso mercado. Percebemos que muitos brasileiros têm procurado a Mongeral Aegon para compor um planejamento, compreendendo o quão relevante é pensar hoje para o futuro.

Qual o impacto e o valor desse desafio para sua carreira profissional?

É gratificante trabalhar em uma companhia de grande porte e que valoriza o mercado de cooperativismo, além de ser especialista nos ramos de vida e previdência. Acredito que será uma grande oportunidade de aprender e de contribuir com a experiência que tenho com este público.

A empresa atuará em todos os segmentos do cooperativismo?

Todas as soluções da empresa são aderentes aos associados pertencentes às cooperativas filiadas. No entanto, primeiramente vamos focar em alguns ramos específicos, como crédito, trabalho, saúde, transporte e agronegócio.

Dentro da variedade de produtos e serviços oferecidos pela Mongeral Aegon, há alguma linha mais apropriada ao cooperativismo?

A companhia dispõe de produtos para todos os perfis de consumidor e todas as necessidades: atua com pessoa física e jurídica; seguro individual ou em grupo; desde o microsseguro à alta renda; e com soluções para morte, invalidez e sobrevivência.

Haverá linhas ou negociações específicas para cooperativas?

Os produtos são personalizados, de acordo com a necessidade de cada cooperativa ou associado.

Como a empresa está preparada, em termos de capilaridade, para cobrir a abrangência do cooperativismo?

A Mongeral Aegon é uma empresa multinacional com 40 escritórios próprios e agora uma diretoria com dedicação integral ao cooperativismo, o que nos deixa mais próximos das cooperativas e órgãos de classe.

Qual será a principal contribuição da Mongeral Aegon para o desenvolvimento do cooperativismo?

Acredito ser a tranquilidade dos cooperados em saber que contam com um planejamento financeiro e familiar realizado por uma das principais seguradoras independentes do País.

Qual é a expectativa de geração de negócios dentro do cooperativismo?

A expectativa é que possamos ter produtos customizados e aderentes para as mais de 6 mil cooperativas brasileiras, em todos os segmentos, ampliando a participação das vendas para cooperados na geração total da companhia. Hoje, isto representa 10% da nossa operação.

Como vê o atual momento do cooperativismo e quais são suas perspectivas para este setor?

Acredito que o cooperativismo continuará crescendo exponencialmente como opção para todos os brasileiros, pois é uma forma de organização preocupada com a comunidade na qual que ela está inserida.

Apesar da importância do cooperativismo para o Brasil, muita gente ainda não conhece bem este segmento. Acha que a atuação da Mongeral Aegon pode ajudar a propagar a imagem do setor?

Com certeza. Criar esta diretoria foi um sinal forte de uma companhia multinacional sobre a relevância deste mercado. Hoje, este segmento movimento aproximadamente R$ 2 bilhões por ano, sendo metade deste valor em seguro de vida. O setor de cooperativas tem um papel econômico e social muito relevante no País, e queremos contribuir ainda mais ofertando soluções de proteção.



Publicidade