Vanir Zanatta, presidente da Cooperja

Publicado em: 08 outubro - 2018

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Vanir Zanatta (direita), presidente da Cooperja, teve a companhia de Rodrigo Veiga, representante comercial para Exportação da cooperativa, na viagem a Miami

Um dos principais eventos internacionais de alimentos e bebidas, o Americas Food & Beverage Show, chegou à sua segunda edição na semana passada. A feira aconteceu nos dias 1º e 2 de outubro, em Miami, na Flórida (Estados Unidos), e contou com representantes do mercado brasileiro. A Cooperativa Agroindustrial Cooperja, do sul de Santa Catarina, estava entre os oito expositores nacionais que foram apresentar o arroz produzido no Brasil. Vanir Zanatta e Rodrigo Veiga, respectivamente presidente e representante comercial para Exportação da cooperativa, foram até Miami com o intuito de apresentar seus produtos, fortalecer e iniciar relacionamentos e realizar negócios. O grande número de brasileiros e latino-americanos morando Nos Estados Unidos, sobretudo em Miami, é um grande atrativo, pois contribuem para o consumo de arroz. Nesta entrevista exclusiva à Revista MundoCoop, Vanir Zanatta conta como foi essa experiência. Acompanhe.

Quais os principais objetivos da participação no 22° Americas Food & Beverage Show?

Essa feira abrange todo o Caribe e a América do Norte e a Cooperja já tem clientes nestas regiões. Por isso nosso interesse em divulgar o arroz brasileiro, abrir novos parceiros e manter relacionamentos. Afinal, quem não é visto não é lembrado. É preciso estar presente.

Como foi a programação da Cooperja no evento?

Participamos do evento a convite da Brazilian Rice, nossa entidade responsável pela divulgação do arroz brasileiro no exterior e também pela programação dos participantes nacionais. A Cooperja é sócia da Brazilian Rice e participou com mais sete empresas fornecedoras de arroz.

Que oportunidades comerciais detectaram na feira?

Conversamos com vários possíveis clientes da América do Norte, tanto dos Estados Unidos quanto das muitas ilhas do Caribe. Sempre podem surgir negócios, afinal de contas, quem procura acha.

Em termos de relacionamento e divulgação institucional da cooperativa, qual é o balanço?

Éramos a única cooperativa na delegação brasileira. O nome, a marca do cooperativismo brasileiro presente em uma feira nos Estados Unidos sempre traz resultados positivos. Além da oportunidade de conversas e visitas aos clientes que a Cooperja já mantém.

O que a cooperativa já realiza em termos de exportação? Em quais mercados internacionais já atua?

Exportação é um trabalho de conquistas. Ano a ano estamos aprendendo e avançando nesta área. Desde 2007 a Cooperja vem investindo em feiras e viagens, e todos os anos conseguimos fechar vendas. Porém, no momento, os volumes são um pouco menores. Negociar fora do Brasil depende de vários fatores, mas não é tão diferente de conquistar os clientes internos. Para ampliar esse horizonte, já estamos em contato com mais países da América do Norte, da América Central e do continente africano.

Quais são as expectativas de crescimento no comércio exterior e para quais mercados?

As expectativas de crescimento nas exportações são boas, o Brasil precisa exportar para equilibrar o mercado. Para isso precisamos ajustar toda cadeia produtiva de arroz, envolvendo produtores, portos e governo. O objetivo do Brasil é alcançar todos os continentes, e para isso precisamos de acordos comerciais, algo que só os governantes podem fazer.

Quais são os principais desafios para conquistar essa evolução?

Ainda temos desafios enormes a serem superados. Nossas exportações são fortemente impactadas pela variação cambial e pelo Custo Brasil de nossos portos. Mas sabemos que essa é uma conquista construída passo a passo e temos de ser persistentes.



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