Inovar é uma questão de sobrevivência

Publicado em: 10 junho - 2019

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Um a cada três empresários acredita que a indústria brasileira precisará dar um salto de inovação nos próximos cinco anos para garantir a sustentabilidade dos negócios em curto e longo prazos. É o que mostra pesquisa inédita da Confederação Nacional da Indústria (CNI), que será apresentada hoje durante o 8º Congresso de Inovação da Indústria Brasileira, que vai até amanhã em São Paulo.

Para 31% de CEOs, presidentes e vice-presidentes de 100 indústrias – 40 de grande porte e 60 pequenas e médias – o grau de inovação da indústria será alto ou muito alto nos próximos cinco anos, principalmente por necessidade. A pesquisa é uma iniciativa da Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI), coordenada pela CNI. “Diante de uma nova revolução industrial, a inovação ocupa papel primordial, mais importante do que nunca. No limite, nossa capacidade de inovar é que determinará quem fica com as portas abertas e quem vai desaparecer nesse ambiente de crescente pressão tecnológica. Inovação precisa ser o centro da estratégia das empresas e, sobretudo, do País”, afirma em nota, o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade.

Segundo 44% dos executivos, as atividades de inovação respondem por mais de 20% do faturamento de suas empresas. Na primeira pesquisa (realizada em 2015), o percentual de empresas que prevêem aumentar ou aumentar muito os recursos para inovação em cinco anos aumentou de 57% para 66%. Hoje, 31% dos entrevistados disseram empenhar mais de 5% do orçamento em inovação.

De acordo com a pesquisa, 55% das empresas usam recursos próprios para financiar a inovação. O percentual é bem maior que em 2015, quando 40% das empresas declararam usar apenas recursos próprios. Mas caiu de 55% para 40% o número de empresas que usam combinação de fontes. “Os dados sugerem que a escassez de recursos públicos não deixa alternativa para empresas além do uso de capital próprio”, diz a diretora de Inovação da CNI, Gianna Sagazio.

O levantamento mostra que, entre empresas que não usam outras fontes, mais da metade (56,4%) teve dificuldade de obter financiamento. Para 49%, o grau de inovação da indústria é baixo ou muito baixo, avanço na percepção ante 2015, quando chegava a 62%. Para 25% dos empresários, há ausência de cultura de inovação no País e 18,8% acham que a falta de financiamento e investimentos em inovação prejudica empresas, e 14,6% dos empresários citam o cenário de crise como empecilho para investimento. A pesquisa procurou saber quais os maiores entraves das empresas para inovar.


Fonte: Jornal DCI com adaptação da MundoCoop



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