Excesso de liquidez


Finanças


Excesso de liquidez pode ser um problema, garante consultor

Há excesso de liquidez nas cooperativas de crédito frente aos outros atores do Sistema Financeiro Brasileiro, afirma Luciano Fantin, diretor da Riskfence, com base em estudo desenvolvido pela consultoria em dezembro de 2016.

Para ele, ao contrário do que aparenta, o excesso de liquidez não é positivo – “os bancos têm menos liquidez e são mais rentáveis”. O excesso de liquidez deve ser revertido em riqueza para o cooperado. Fundamenta sua opinião nas diretrizes do acordo Basiléia III e outros métodos, que preveem que o ideal é a liquidez ser suficiente para a instituição financeira ultrapassar momentos de stress no mercado. “Cada cooperativa deve traçar cenários, calibrar-se de acordo com as possibilidades previstas, e aplicar o excedente”, exemplifica.

Comparando o Sistema de Financeiro de Crédito Cooperativo com o SFN, Fantin cita que os bancos atuam com LTD (que significa loan-to-deposit ratio, um índice de créditos em relação aos depósitos) em torno de 113%, enquanto nas cooperativas o indicador está na faixa de 81%.

Como quanto menor o índice, maior a liquidez, o consultor sugere a aplicação da diferença em empréstimos para o cooperado, o que, segundo os cálculos da Riskfence, “pode proporcionar ganhos nove vezes maiores do que se ficar em caixa”.

“Se emprestar um pouco mais e reduzir a liquidez, a cooperativa cumpre ainda melhor o seu papel, que é o fomento ao crescimento dos cooperados, por meio de crédito. O que é preciso é aprender a emprestar ainda mais, investir em maior capacitação de empréstimo”, recomenda.



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