Conselhos de cooperativas atuam com menor estrutura de custos

Publicado em: 24 abril - 2018

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Recentemente, a resolução 4.434 do Banco Central do Brasil normatizou, entre outras coisas, a participação dos integrantes do Conselho de Administração na Diretoria Executiva das cooperativas. Esta normatização visa a melhorias nos ganhos gerados pelas estruturas de governança. A separação imposta para alguns tipos de cooperativas concretiza o papel do proprietário no controle e dos gestores na gestão. Portanto, aumenta o nível de profissionalização e especialização dos papéis de ambos.

O Observatório de Cooperativas iniciou pesquisas sobre os efeitos práticos do acúmulo dos cargos por integrantes dos conselhos, em particular o presidente, no desempenho das cooperativas de crédito. Ao verificar os custos administrativos de cooperativas com e sem separação das funções, se nota que as cooperativas onde os gestores não fazem parte do conselho têm custo maior. O gráfico abaixo apresenta a comparação entre os custos administrativos nos grupos onde há dualidade e onde há separação.

Este comportamento pode ser explicado, entre outras coisas, pela maior estrutura administrativa neste tipo de cooperativas. Entretanto, pode-se considerar que a normatização proposta pelo Banco Central não implica, necessariamente, melhor utilização dos recursos da cooperativa.

O resultado auxilia na compreensão sobre o porquê do maior spread encontrado nas cooperativas com separação entre a gestão e conselhos. Para arcar com maiores custos de administrativos, a cooperativa acaba praticando uma margem maior sobre suas atividades bancárias.



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