Felicidade faz bem para os negócios


Gestão


Inspirado no FIB butanês, executivo brasileiro filosofia de gestão fundamentada no respeito ao outro e no estímulo ao desenvolvimento do senso de protagonismo da equipe

Márcio Henrique Fernandes – presidente da Elektro

Acreditar, praticar, melhorar e compartilhar. Estes são os quatro pilares da filosofia de gestão criada por Márcio Henrique Fernandes – presidente da Elektro desde 2011, quando tinha 36 anos – para amplificar os resultados da empresa, constituindo-se modelo aplicável aplica a hospitais, indústrias, comércio e até na vida privada.

Sua fórmula, embora desenvolvida e implementa em uma empresa privada, tem a cara do cooperativismo, como ele mesmo gosta de dizer, pois a busca por sentido deságua na felicidade das pessoas, o que se aplica a qualquer negócio, pois é uma combinação sustentável de pessoas e processos, na qual pessoas se realizam e as empresas alcançam seus objetivos. Isso cabe a uma mega multinacional com dezenas de milhares de pessoas, até uma pequena empresa com duas ou cinco pessoas, pois “as pessoas sempre querem ser felizes, e os negócios precisam ser lucrativos e sustentáveis”, define.

A criação desta Filosofia de Gestão (FG) que, inclusive, virou livro em 2015 – Felicidade dá lucro – é o “começo de uma revolução que, fundamentada nas relações humanas, como a felicidade e o respeito; acredita na humanização da liderança, na competitividade e na eficiência do trabalho. Com etapas simples, propõe o desafio de vencer, de ir além e de ser mais e melhor a cada dia”, resume o empresário que começou sua vida profissional aos 12 anos como empacotador e se tornou, em 2014, segundo a revista “Você S/A”, o Líder Mais Admirado do País, obtendo a maior pontuação da história da pesquisa, com 98,3% de satisfação e engajamento de seu time.

“Muitas frustrações com chefes medíocres, aqueles que vivem no manda quem pode e obedece quem tem juízo ou a falta de valorização podem nos fazer inertes, mas também oferecem energia para reagirmos e mudarmos”, afirma Fernandes, recomendando coerência e coragem da liderança da empresa para abrir mão “do ego exagerado como necessidade para essa filosofia de gestão dar certo, pois a liderança é responsável pela construção de um ambiente que engaje e desafie constantemente as pessoas. Nosso maior trunfo, como líderes, é buscar desenvolver nas pessoas o senso de protagonismo. Bons gestores não devem impor barreiras para que os colaboradores participem de novos projetos, conheçam novas áreas e até mudem o rumo de suas carreiras, pelo contrário, devem ser facilitadores para o desenvolvimento profissional de sua equipe em busca de convergência de propósitos”.

Olhando para o futuro, Fernandes destaca a premência dos líderes em aderir à FG ou a qualquer outra filosofia ou metodologia semelhante, pois, brevemente, “não será mais uma opção, será o único caminho para se manter nos negócios com chances reais de sucesso”. Há dois caminhos para a decisão: pelo amor (que, em sua opinião, será adotado por poucos que acreditam” e pela dor, alternativa para “muitos que não terão escolha e vão ter de aderir, antes de sofrer com impactos perigosos gerados por sua inércia, pois o mundo em breve não aceitará mais o manda quem pode e obedece que tem juízo, e muito menos o mercado aceitará produtos medíocres e serviços de baixa qualidade”, prevê.

 



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