Investir em gente é lucrativo

Publicado em: 17 dezembro - 2019

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Cada vez mais cooperativas investem no desenvolvimento e treinamento de pessoas buscando maior eficiência e, sobretudo, um ambiente corporativo mais saudável e harmonioso

Treinamento e desenvolvimento são partes vitais para o sucesso de uma empresa. Eles assumiram um papel mais do que importante após o avanço da tecnologia, que resultou em concorrência cada vez maior, aumento na expectativa de qualidade e serviço do cliente e uma necessidade subsequente de redução de custos. Também se tornou relevante globalmente, a fim de preparar os trabalhadores para novos empregos.

O desenvolvimento de recursos humanos e o treinamento desempenham um papel imprescindível, se não decisivo, na promoção do crescimento pessoal e empresarial. Para Bruno Krug, consultor e palestrante motivacional, as cooperativas que têm dentre seus princípios a educação, a formação e a informação estão levando isso muito a sério e melhorando cada vez mais seus desempenhos “pois estão investindo no aprimoramento pessoal e profissional das lideranças, dos dirigentes, colaboradores e asso-ciados, incluindo as novas gerações”. O desenvolvimento e o treina- mento de recursos humanos beneficiam os profissionais de todas as áreas de atuação, mantendo sua empregabilidade e adaptabilidade em mercados de trabalho que mudam continuamente sob a influência da globalização, mudança tecnológica e novas formas de organização do trabalho. “Competência, qualidade e profissionalismo se tornaram requisitos fundamentais no mercado atual, e é por isso que é preciso investir muito tempo, dinheiro e energia para motivar, capacitar e desenvolver as lideranças e os colaboradores” diz Krug.

Bruno Kruger, Consultor e Palestrante

Embora a educação e o treinamento inicial forneçam a base da empregabilidade das pessoas, o treinamento contínuo e o aprendizado ao longo da vida oferecem a eles os meios para mantê-lo durante a vida profissional. O desenvolvimento e o treinamento de recursos humanos aumentam suas perspectivas de encontrar e manter um emprego, melhora sua produtividade no trabalho, sua capacidade de gerar renda e seus padrões de vida e amplia suas opções e oportunidades de carreira.

Recursos humanos e habilidades estão se tornando o principal instrumento competitivo no mercado de bens e serviços. Por isso mesmo o treinamento deve se concentrar no desenvolvimento dessas múltiplas habilidades e competências que ajudarão as empresas e os funcionários a aproveitarem as novas oportunidades.

À medida que os mercados, a tecnologia, a organização do trabalho e as oportunidades mudam, o conhecimento e as habilidades rapidamente se tornam obsoletos e precisam ser renovados continuamente – particularmente informações e comunicações. Para Rômulo dos Santos, consultor e palestrante da Catuetê Treinamentos, um modelo inclusivo e com base em ferramentas de inovação permite aproveitar o melhor de cada geração.

“No momento que a Cotrisoja proporciona dias de campo, encontro de mulheres, eventos direcionados aos jovens e aos funcionários, a cooperativa está educando e ajudando estas pessoas a crescer e a viver melhor”

BRUNO KRUG

Neste contexto, as cooperativas também precisam se reinventar. A geração mais jovem que cresce na era da informação e da tecnologia faz parte da força de trabalho e muitos continuarão suas carreiras em cargos gerenciais e de liderança e, com o tempo, eles serão a maioria. Segundo Krug, “É preciso criar vínculos positivos entre eles e a cooperativa, fortalecer esses vínculos e preparar essa nova geração para que venham trazer o seu talento para dentro do cooperativismo.”

Para Santos, “é imprescindível instigar e envolver os líderes potenciais o mais cedo possível no dia-a-dia da cooperativa, escolhendo tutores para acelerar o desenvolvimento de uma análise crítica, gestão de pessoas e da cultura da cooperativa nos jovens e procurando fazer integração com outras em- presas de ponta, onde a gestão por princípios e operacional é bem desenvolvida”.

Enfim, a principal diferença entre treinamento e desenvolvimento, portanto, é que, embora o treinamento se concentre frequentemente nas necessidades atuais dos funcionários ou nas lacunas de competência, o desenvolvimento se preocupa em preparar as pessoas para atribuições e responsabilidades futuras.

Melhora Organizacional

Ainda para Santos treinamento e desenvolvimento de pessoas é um processo para torná-las mais maduras com relação às suas posturas e comporta- mentos e mais competentes nos conhecimentos técnicos que são importantes no seu dia-a-dia. Enquanto o treinamento ajuda a acelerar esse processo.

A cooperativa Cotrisoja é um exemplo de que ações simples podem trazer grandes resultados. Segundo Krug, em 2018 foi realizado um trabalho com a equipe da cooperativa, dividido em três etapas: a primeira etapa consistiu no treinamento de atendimento ao público, na segunda etapa foi realizado um curso de vendas e negociação e a terceira etapa envolveu dinâmicas e vivências com atividades de raciocínio, domínio emocional, trabalho em equipe, autoconfiança, iniciativa e estratégia.

Na avaliação de Alexi Loesch, gerente de varejo da Cotrisoja: “após o treinamento realizado com a equipe das Lojas Agropecuárias observamos uma rápida resposta dos nossos colaboradores com aumento de performance, produtividade e, o melhor de tudo, houve uma grande melhora no clima organizacional”.


Por Marcela Langer Noschang – Matéria publicada na Revista MundoCoop, edição 91



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