Um Jeep feito para o asfalto

Publicado em: 12 setembro - 2019

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Desenhado para oferecer conforto e performance nas aplicações urbanas e estradeiras, Compass entrega o que promete com estilo

Confortável para dirigir, ágil nas retomadas e bom de acelerar. Esses são os principais atributos do Jeep Compass 2.0 Flex, modelo “Longitude” com tração 4×2. É um modelo intermediário. Vem com bancos de couro e acabamento mais sofisticado no interior. Nas concessionárias da marca, na cidade de São Paulo, é ofertado por cerca de 130 mil reais. Comparando com outros carros nesta faixa de preço, certamente o modelo da Jeep leva vantagem ao ser um SUV que goza de ótimo prestígio no mercado. Mas lembre-se sempre: a despeito de ser um Jeep, é um 4×2 com ângulo de entrada (ataque) de apenas 16,2 graus. Ou seja, é baixo para quem pensa em se aventurar por estradas de terra. 

O Compass também oferece boa visibilidade na condução urbana e estradeira. Na hora da ré, a imagem no painel é excelente e permite total confiança com o sensor acionado que faz leitura milimétrica. Já o motor 2.0 Tigershark entrega equilíbrio e esportividade à gosto do motorista. Na tocada à gasolina bate 159 cv (só andamos com este combustível) e, de acordo com a ficha técnica da FCA, com o motor a álcool a potência chega a 166 cv. Chegamos a fazer na estrada média de 11 km/l, o que é muito bom para um carro de 1.546 kg de peso. Já no circuito urbano, fazendo tocada de motorista de madame, conseguimos aferir 7,6 km/l. Agora, com tocada mais agressiva, no urbano o Compass vira beberrão: 5,6 km/l e, nesta tocada na estrada, fica na média de 7 km/l. Mas neste modo faz mesmo um estilo esportivo. Anda bem, tem retomadas ágeis e faz de zero a 100 km/h em pouco menos de 10 segundos.  

O bagageiro é o ponto fraco. Para um SUV deixa a desejar um porta malas com capacidade para apenas 410 litros. É pouco. Mas o espaço interno, em compensação, é generoso e muito confortável para quatro ocupantes adultos. 

Com garantia de fábrica de três anos, o Jeep Compass versão Longitude traz de série assistente de partida em rampa, câmera de ré, monitoramento de pressão de pneus e controle de estabilidade, que inclui sistemas eletrônicos anticapotamento, oscilação de reboque e recursos de frenagem, como o que aproxima as pastilhas do disco para frear mais rápido e do pânico, que aplica força máxima no pedal. 

Tanto para trabalho como para passeio, o Compass, além de bom de acelerar, é também bom de curva. Embora alto, tem boa estabilidade. A suspensão independente na traseira, com braços laterais e transversais, segura bem o carro nas curvas e proporciona rodagem mais suave no asfalto. Mas na terra, ele estranha e pula demais. O sistema de freios funciona a contento, sem sobressaltos e o carro estanca firme quando se aperta o pé no freio.

Como nos modelos de alto luxo, o Compass prescinde de chave e funciona com a partida no botão até mesmo com o sensor no bolso. Para abrir o carro, também não é necessário destravá-lo, basta se aproximar com o sensor, puxar a maçaneta e a porta se destrava automaticamente. Outro ponto de segurança ativa é o carro não sair do lugar, mesmo com a posição D e o pé no pedal do freio, sem antes você estar com o cinto de segurança atado. 

Internamente o Compass oferece excelente ergonomia. O Volante com comandos de telefonia, som e controle de velocidade mantém todos esses itens ao alcance dos dedos. Além disso, é revestido com material que evita deslizamento das mãos. A direção com assistência elétrica auxilia na dirigibilidade e permite manobras mais seguras. É um SUV muito bem desenhado para aplicação urbana. Na cidade e na estrada, entrega conforto e alto desempenho. Mas se você é do tipo que associa Jeep com aplicação off-road, neste caso invista R$ 80 mil a mais e opte pela versão 4×4. 


Por Mauro Cassane – Matéria publicada na Revista MundoCoop, edição 89



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