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Personalidade

Trajetória de Alexandre Hüsemann da Silva

Presidente da Cooperativa dos Cafeicultores de Pinhal (Coopinhal)



O cooperativismo sempre esteve presente em minha vida, pois meu pai era produtor de café e leite e sócio da Cooperativa Regional Agropecuária, em Campinas (SP), e da Coopinhal, em Espírito Santo do Pinhal (SP). Em 1978, meu pai faleceu, quando eu assumi a fazenda e ingressei como sócio das duas cooperativas.



Destaco os dois momentos em que fui eleito como presidente da Coopinhal, que está completando 50 anos de atuação com um faturamento anual na ordem de R$34 milhões. Junto aos cooperados, atualmente com cerca de 500, pude desenvolver muitas ações na cooperativa, tornando-a sólida no mercado. Vale dizer que sempre tivemos uma renovação saudável da diretoria e atualmente estamos procurando desenvolver novas lideranças, incentivando os cooperados dos conselhos a participarem de cursos na área.



Durante minha carreira, desenvolvi alguns cursos, inclusive os realizados pela Organização das Cooperativas de São Paulo (Ocesp) em parceria com a Universidade de São Paulo (USP). De 1985 a 1991, fui conselheiro da Federação Meridional de Cooperativas Agropecuárias (Femecap). Em 1994, entrei no Conselho Fiscal da Coopinhal e, no ano seguinte, fui eleito como presidente, ficando no cargo até 2001. Em 2007, fui eleito presidente novamente.



Esse ano tivemos um desenvolvimento muito bom, tanto no depósito de café como no repasse dos insumos. Estamos agora procurando incentivar a participação dos produtores cooperados no mercado futuro, para que eles possam garantir o custo da produção. É um trabalho de conscientização dos pequenos produtores, mostrando a eles que é preciso ter novas formas de proteção no mercado. Em 2010, pretendemos melhorar a assistência técnica oferecida aos cooperados e, nesse sentido, estamos com um plano de geo-referenciamento que irá mapear todas as propriedades rurais. Além disso, pretendemos ampliar nosso posto de gasolina que atende os cooperados, assim como criar um em Albertina, onde temos uma filial.



A primeira coisa é ter respeito ao cooperado. Já vi muito dirigente de cooperativa dizendo que quem atrapalha o negócio é o cooperado. Mas é preciso entender que ele é o dono do empreendimento. Vale também explicar ao produtor que a cooperativa não é apenas compra e venda da produção, mostrando a necessidade de participar das ações, das assembléias, por exemplo. Vejo também que o capital social deve refletir o patrimônio da cooperativa, para valorizar o negócio mesmo.

Última atualização ( Qua, 27 de Janeiro de 2010 01:38 )  

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