Confecção de produtos para o Natal transforma ambiente dentro da prisão

Publicado em: 11 janeiro - 2018

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Confecção de produtos para o Natal transforma ambiente dentro da prisão (Foto: Akira Onuma/Ascom Susipe)

Para muitos o Natal representa reunião em família, encontros e também tempo de perdão. Mas, para pessoas que estão privadas de liberdade, a data tem um significado particular: de reflexão e saudade. Joana Darck Farias está há três anos custodiada pela Superintendência do Sistema Penitenciário do Estado (Susipe) no Centro de Recuperação Feminino (CRF) de Ananindeua, e desde que entrou não recebe a visita de nenhum dos familiares que residem no Estado de Tocantins.

Para Joana, o espírito natalino estaria ausente se não fosse o trabalho desenvolvido por ela e mais 10 detentas na Cooperativa Social de Trabalho Arte Feminina Empreendedora (Coostafe). Entre os itens confeccionados estão guirlandas, árvores de Natal, porta-talher, aventais, botas para pendurar em portas, entre outros.

“Passar Natal aqui é difícil, muito difícil porque não tenho visita. Mas eu me sinto muito feliz em poder alegrar a casa dos outros. A gente não pode estar lá fora, não posso colocar os enfeites na minha casa, mas posso fazer com que outras pessoas se sintam bem. Isso me deixa feliz”, afirmou.

A fase de produção dos materiais começa bem antes das reeducandas colocarem a mão na massa. É na internet que o processo produtivo se inicia. “Na internet é possível verificar um leque de produtos muito grande, então na escolha do que iremos produzir levamos em conta a facilidade de encontrar a matéria-prima, o custo, a praticidade e o lucro que iremos obter”, explica a diretora do CRF, Carmem Botelho.

Ao participarem da cooperativa, as internas adquirem novos aprendizados, ocupam o tempo, antes ocioso, geram renda e ainda reduzem a pena, como previsto na Lei de Execução Penal (LEP), que determina que haja a redução de um dia para cada três trabalhados.

Na cooperativa os trabalhos são realizado de segunda à sexta-feira, sempre de 8h30 às 16h. “É muito gratificante, ainda mais quando tem o trabalho reconhecido. As pessoas vêm, procuram nossos trabalhos, elogiam, então isso deixa a gente muito feliz, de ver que eles gostaram”, comentou a detenta Isabel Cristina Maciel.

Os itens feitos especialmente para o Natal estão sendo comercializados aos finais de semana na Praça da República, em Belém, e em Ananindeua. Além destes dois locais os produtos podem ser encontrados na loja temporária da cooperativa, as chamadas “pop-up stores”, no Castanheira Shopping Center, inaugurada no início deste mês.

A Coostafe é a única cooperativa formada por mulheres custodiadas do sistema penal do Brasil. Compõem a Coostafe 27 internas do sistema penitenciário, que produzem garrafas, enfeites para porta, guirlandas e blusas customizadas, além de outras peças artesanais.

Ao participarem da cooperativa, as internas adquirem novos aprendizados, ocupam o tempo, antes ocioso, geram renda e ainda reduzem a pena, como previsto na Lei de Execução Penal, que determina que haja a redução de um dia para cada três trabalhados.

Matéria de Timoteo Lopes veiculada 19 de dezembro em http://www.ariquemesonline.com.br/noticia.asp?cod=340234&codDep=71

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