Apenas 17% das estatais brasileiras atendem exigência de práticas de governança, mostra pesquisa do IBGC


TECNOCOOP


Entre as empresas estatais com ações listadas na Bolsa no País, somente 17% delas se situam nos segmentos de listagem com maior exigência de práticas de governança corporativa (Nível 2 e Novo Mercado). É o que aponta a pesquisa Governança Corporativa em Empresas Estatais Listadas no Brasil, lançada em 10 de outubro pelo Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC). O estudo busca mostrar uma nova perspectiva sobre o tema, contextualizando o ambiente regulatório e o regime jurídico aplicados às sociedades de economia mista brasileiras.

Dentre outros destaques, a publicação aborda o nível de interferência e a independência política nos conselhos de administração, os conselheiros independentes – representando apenas 11% dos membros destes órgãos -, os comitês de assessoramento do conselho, a indicação de cargos para diretoria, a autorregulação e o gerenciamento de riscos – em 36% das empresas estatais listadas, não foram identificados mecanismos formais para gestão de riscos -, entre outros.

“Os casos mais recentes noticiados na mídia e associados às empresas estatais estão diretamente atrelados à ausência de boas práticas de governança corporativa, tanto no processo de seleção dos administradores quanto no direcionamento estratégico”, diz a superintendente geral do IBGC, Heloisa Bedicks. “A proposta da pesquisa é mostrar o quanto o desenvolvimento e a adoção de práticas e padrões de governança podem, por exemplo, ajudar as empresas estatais a obter resultados sustentáveis no longo prazo e auxiliar no alinhamento dos conflitos existentes entre os acionistas.”

A pesquisa traz, ainda, informações sobre a presença atual das sociedades de economia mista no Brasil, no que se refere aos segmentos de listagem, capitalização de mercado, setor de atividade e distribuição geográfica. Para isso, foram usados dados das 30 sociedades de economia mista listadas nos segmentos de governança corporativa (Novo Mercado, Nível 2, Nível 1 e Tradicional). Entre essas empresas, 60,1% delas encontram-se no segmento Tradicional, seguido por Nível 1 (23,3%), Novo Mercado (13,3%) Nível 2 (3,3%).

Também são mostrados dados e informações referentes aos seus padrões de governança corporativa, baseados em aspectos como estrutura do conselho de administração, práticas de remuneração, perfil de conselheiros, mecanismos de conduta, entre outros.

A íntegra da pesquisa já está disponível para download gratuito no site do IBGC, por meio do link.



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