Especialistas afirmam que convivência com netos faz bem para as duas gerações

Publicado em: 30 julho - 2020

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Com aumento da longevidade da população, famílias de todo o mundo vivem um novo tipo de integração, que precisa encarar de frente o eterno “conflito de gerações”, transformando diferenças em oportunidades para o conhecimento e conquistas. É dessa forma que pessoas nascidas antes da internet aprendem com os netos a lidar com o computador, ao mesmo tempo que crianças e jovens descobrem o valor de uma conversa olho no olho, deixando de lado o celular para ouvir histórias de uma época não tão distante, mas com uma realidade certamente enriquecedora.

“É fundamental a convivência de pessoas com idades diferentes. Para os idosos, o contato com crianças e jovens representa uma forma de se manter conectado com a atualidade do mundo ao seu redor, entendendo melhor como lidar com todas as mudanças que ocorreram nos últimos anos. Já para os jovens, adultos mais velhos são o exemplo vivo do dia de amanhã, o que pode ser muito importante para vencer a dificuldade de se imaginar idoso. Assim, conviver com pessoas que têm uma temporalidade diferente e já passaram por todas as dores e delícias que hoje o jovem vive, pode ser um excelente aprendizado, além de estimular o respeito”. A avaliação é de Antônio Leitão, gerente institucional do Instituto de Longevidade Mongeral Aegon, psicólogo e especialista em Gerontologia.

O psicólogo destaca que nem sempre essa interação entre as gerações é fácil, mas pode e deve ser estimulada. “O mundo está muito acelerado. A paciência e a serenidade para trocar e apreciar a convivência com quem está em outra fase da vida às vezes é difícil. Mas eu acredito piamente que uma educação que ensina cuidado e carinho prepondera mesmo sobre tanta correria. Ou seja, em última instância, são os valores passados pelos pais que vão dirigir a atitude dos filhos”.

Antes de mais nada, interagir faz parte das necessidades básicas do ser humano, desde o nascimento, e envolve sentimentos como afeto e pertencimento. Da mesma forma, a troca de experiências e a transmissão do saber são essenciais, inclusive para a sobrevivência. Diante do aumento da expectativa de vida alcançado nas últimas décadas, esses entendimentos são ainda mais importantes. “O maior tempo de vida pode ser uma grande riqueza para todos. O idoso tem enorme contribuição a dar junto às crianças e aos jovens. Em contrapartida, os que têm menor idade ajudam a mostrar que é necessário estar sempre aberto a novas experiências. É preciso não perder esse viço, essa curiosidade pelo mundo”.


Por Quanta Previdência – Matéria publicada no caderno Longevidade, caderno 7



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