Startup que troca lixo por créditos busca por registro de marca para assegurar a utilização exclusiva de seu nome

Publicado em: 07 fevereiro - 2020

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Percebendo a inovação de seu negócio, o empresário da Coletando Soluções procurou pela Consolide Registro de Marcas para facilitar todo o trâmite

O potencial de um negócio pode ser medido por meio do tamanho da dor do nicho que pretende atingir. No caso da startup de sustentabilidade e logística reversa, Coletando Soluções, o mercado nacional é imenso: hoje, o Brasil gera cerca de 80 milhões de toneladas de resíduos por ano cerca de 40% desse total poderia ser reaproveitado, mas infelizmente só se recicla apenas 3% do total. São cerca de R$ 120 bilhões por ano em produtos que poderiam ser reciclados, mas são deixados no lixo, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos. 

Outra informação importante é que, de acordo com a Lei 12.305, que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos. Os fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes devem criar mecanismos para recolher as embalagens após o uso, para destinação adequada. Junto a isso, devem implementar ações que visem retornar à cadeia produtiva entre 22% a 80%, a depender do material, de acordo com resoluções da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB), que regulamenta o acordo setorial e a logística reversa. 

Com um mercado tão vasto e sendo o pioneiro em um segmento pouco explorado nacionalmente, o empresário Saulo Ricci sabendo que apenas o CNPJ e o registro na Junta Comercial não são suficientes para proteger o seu legado, sentiu a necessidade de ter tranquilidade para crescer e decidiu entrar com o pedido de registro de marca logo no início de sua operação formal. 

Este passo deu maior segurança para conseguir negociar com grandes corporações. “Estávamos crescendo e vimos a necessidade de dar esse passo para garantir nossa marca. Depois de pesquisas, optamos em terceirizar esse serviço por meio da Consolide Registro de Marcas, pela tranquilidade e custo benefício”, depõe. “Tínhamos a crença limitante que era um processo caro e moroso, mas com a Consolide, depois de alguns dias de negociação, passamos a entender que era o melhor custo benefício, que também nos deu maior segurança para aproximação de empresas interessadas em patrocinar o projeto”, lembra Saulo Ricci. 

Saulo faz parte de uma minoria que sabe da necessidade de ter o registro de marca como a única forma de proteger a empresa legalmente de possíveis copiadores e da concorrência desleal, além de garantir ao proprietário o direito de uso exclusivo da marca em todo território nacional. Ao compararmos os dados de nascimento de empresas de janeiro à julho de 2019, que somam 1,8 milhão de novos negócios (fonte: Serasa Experian), com os dados publicados no mesmo período na RPI (Revista da Propriedade Industrial – INPI), que somam pouco mais de 125 mil pedidos de registro de marca, pode-se verificar que menos de 7% dos empresários entendem a importância do registro de marca. 

Para o especialista em registro de marcas e CEO da Consolide Registro de Marcas , Alan Marcos, este é um dos processos que toda empresa, independentemente do tamanho e do momento, deveria considerar. “Dar este passo o mais cedo possível é garantir a propriedade e direito de utilização exclusiva sobre a própria marca. Afinal, ter a marca protegida é ter tranquilidade e segurança para investir no próprio negócio”, comenta Alan. 

Isso porque, só é dono de uma marca quem efetivamente faz o registro dela no INPI. “Costumo dizer que investir em um negócio sem o registro da marca é a mesma coisa que construir uma casa em um terreno que não é seu. Registrar a marca é investir no próprio negócio. Nossa missão na Consolide é facilitar e ajudar os micro e pequenos empresários – o dono da padaria, de uma loja, de uma startup etc. – a terem esta tranquilidade e segurança” afirma Alan. 

Sustentabilidade em foco 

O empresário Saulo Ricci desenvolveu a “primeira Fintech de Economia Circular Ecológica” do País, assim autodenominada por oferecer um serviço de logística reversa totalmente sustentável, trabalhando com reciclagem de resíduos, empregabilidade, inclusão bancária e microcrédito. “A Coletando disponibiliza ecopontos itinerantes – de coleta seletiva de recicláveis – em comunidades, por meio dos quais são trocados resíduos por dinheiro, disponibilizados em uma conta digital pré-cadastrada em nome do cidadão participante, sem anuidade ou taxas. Por meio do cartão com bandeira Visa, o participante pode utilizar seu saldo em todos os estabelecimentos, compras internacionais, sites, recarga de celular e aplicativos, utilizando a moeda no pagamento da conta de Luz ao café na padaria”, explica Saulo Ricci. O tíquete mensal médio gira em torno de R$ 15 a R$ 40 reais, e entre R$ 100 a R$ 300 reais para catadores ou comerciantes que produzem ou recolhem uma quantidade maior de resíduos. 

Criado a partir de um estudo da metodologia de Design Thinking, iniciou a jornada de programas e aceleradores. Mas, foi na PUC-RJ que iniciou o projeto piloto e, com investimento inicial em torno de R﹩200 mil reais, o projeto tomou forma e modelo próprio, impactando, mais de 2000 famílias e mais de 1000 consumidores cadastrados na plataforma. A Fintech verde iniciará em fevereiro de 2020 o trabalho no Morro do Alemão, na capital do Rio de Janeiro, com patrocínio Tetra Pak, ArcelorMittal, Owens Illinois e HM Engenharia. 

Para o futuro, Saulo faz grandes projeções. “Pretendemos retornar mais de 150 mil de toneladas em resíduos em 2020, e faturar mais de R$ 1 milhão, consolidando-nos no mercado de logística reversa em São Paulo, Rio de Janeiro, Triângulo Mineiro e no Sul”, finaliza o CEO da marca.


Fonte: Consolide



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