Agroindústrias ligadas à cooperativas buscam verticalizar a produção agrícola

Publicado em: 26 novembro - 2020

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Ganhos econômicos em período de uma pandemia não totalmente vencida são muito bem-vindos. Que o digam as agroindústrias ligadas a cooperativas, que decidiram verticalizar a produção agrícola do Paraná, a julgar pela ampliação de unidades para processamento de margarinas, óleos, farinhas, misturas para pães e bolos, e cafés. A alternativa reforça a cadeia da indústria de alimentos da economia do estado.

Adotando essa estratégia, os itens produzidos pelas cooperativas locais vêm chegando, cada vez mais, à mesa do consumidor final, isso porque as indústrias em que pese o fato de a produção agrícola estadual ser quase que totalmente exportada.  

De acordo com a série de reportagens do projeto ‘Feito no Paraná’, é crescente o número de cooperativas que se dedicam à produção agroindustrial de beneficiamento de grãos. Estudo da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar) contabiliza 18 plantas de processamento de grãos, açúcar, e café ligados ao cooperativismo. 

Fazerem juntos o que não é possível fazer sozinho. Essa é a definição do trabalho cooperativo, segundo Airton Galinari, presidente-executivo da Coamo – cooperativa que completa 50 anos de existência – que vem fomentando, dando suporte para o plantio, além de investir na transformação de produtos agrícolas. Com unidades fabris em Campo Mourão e Paranaguá (PR) e Dourados (MS), cooperativa que emprega 12 mil pessoas, só no processo fabril.

Para Galinari, “o objetivo da industrialização é verticalizar o produto e trazer mais valor agregado ao que produzimos”, ao citar as marcas Coamo, Primé, Aniella e Sollos, pelas quais a cooperativa comercializa farinhas, óleos, margarinas, massas prontas para pães e bolos, fios de algodão e café. Enquanto a unidade de Campo Mourão fabrica margarinas, gorduras vegetais, óleo de soja, fios de algodão, além da torrefação de café e um moinho de trigo, a de Dourados, inaugurada em novembro do ano passado, produz óleo de soja (embalagem PET) e farelos especiais. Em Paranaguá, por sua vez, a produção se concentra no óleo degomado (óleo bruto) e farelo para exportação.

Embora a maioria de seus produtos industrializados se destine ao mercado interno, a cooperativa possui acesso aos mercados da Venezuela e Paraguai. “Já a soja, o farelo de soja, milho e óleo de soja, estes exportamos para o mundo todo”, afirma o executivo.

Criado com a ideia central de incentivar e valorizar a compra de mercadorias paranaenses (e, com isso, a economia e a geração de renda locais), o projeto Feito no Paraná, concebido pela Secretaria do Planejamento e Projetos Estruturantes do governo estadual, abre espaço em seu site para a participação de contingente mais amplo de empresas em torno da iniciativa.  


Por Marcelo Sigwallt – Redação MundoCoop


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