Ao sobrevoar Amazônia, Tereza Cristina afirma que região precisa ser ‘melhor compreendida’

Publicado em: 06 novembro - 2020

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Mostrar ao mundo que a Amazônia está preservada e que suas complexidades (ambiental e humana), precisam ser melhor compreendidas. Esse é o principal recado dado pela ministra da Agricultura, Pecuária, Tereza Cristina, a diplomatas de vários países que, com ela, sobrevoaram recentemente a região.

Na oportunidade, autoridades nacionais e estrangeiras puderam conhecer as ações sustentáveis desenvolvidas pelo governo federal em Manaus, São Gabriel da Cachoeira e Maturacá (AM), na Amazônia Ocidental, em comitiva liderada pelo vice-presidente Hamilton Mourão, que ainda contou com a presença de ministros e representantes das pastas do Meio Ambiente, Relações Exteriores, Saúde, Gabinete de Segurança Institucional, das Forças Armadas e da Defesa.

Ao mesmo tempo, participaram do evento missões diplomáticas da África do Sul, Espanha, Peru, Colômbia, Canadá, Suécia, Alemanha, Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA), União Europeia, Reino Unido, França e Portugal.

Em contraponto ao ‘entendimento genérico da região’, a ministra argumenta que “conhecer é a base para melhor conhecimento e apresentação de ações que contribuam para o desenvolvimento sustentável local, sempre preservando e protegendo nossa imensa floresta tropical”.

Embora admita existirem ‘problemas’ (com relação à Amazônia), Tereza Cristina lembrou que ‘há coisas boas’, em termos de sustentabilidade, para mostrar ao planeta, “como a diversidade do bioma amazônico, que abrange 22 tipos de vegetação, e que está hoje com 80% de sua área preservada”. Ela acrescenta que a hora é propícia para que se restabeleça a verdade. “A verdade é que temos um território enorme e que a Amazônia está preservada”, reforçou.

Entre os exemplos dessas iniciativas, a ministra citou o Projeto Integrado de Colonização (PIC) Bela Vista, coordenado pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), em Manaus, que abriga famílias assentadas numa área de 785 mil hectares. De acordo com o Mapa, dos 1.311 lotes georreferenciados, 446 já receberam o título definitivo, dos quais 97% correspondem a pequenas propriedades – inferiores a 400 hectares.

O contraste entre a riqueza de recursos naturais da Amazônia e a baixa renda de muitas famílias (ainda não beneficiadas com a regularização fundiária) também foi enfatizado pela ministra. “São pessoas que, há mais de 20 anos, aguardam a oportunidade de melhorar sua qualidade de vida, um direito delas. Mas vemos um lugar riquíssimo, com um dos piores IDHs [Índice de Desenvolvimento Humano] do país”, afirma Tereza Cristina.

Em paralelo, nota divulgada pela Vice-Presidência da República reforça que o objetivo da iniciativa é mostrar a atuação de ministérios e demais órgãos federais nas áreas urbanas e remotas da região. “Conhecer é a base para entender e sugerir ações que contribuam para o desenvolvimento sustentável da região, preservando, protegendo e desenvolvendo nossa imensa floresta tropical”, concluiu.


Por Redação MundoCoop


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