Com cooperativa, mulheres exploram frutos nativos da Caatinga de forma sustentável

Publicado em: 14 junho - 2022

Leia todas


Coopercuc auxilia mais de três mil famílias. Agricultores inovam com diferentes produtos, como geleias.

Mulheres do sertão da Bahia aprenderam a explorar os frutos nativos da Caatinga de forma sustentável e estão transformando a vida da comunidade, gerando renda com a Cooperativa Agropecuária Familiar de Canudos, Uauá e Curaçá (Coopercuc).

A cooperativa foi fundada há 18 anos. Ela auxilia de forma direta e indireta mais de três mil famílias na região, com 270 cooperados, a maioria mulheres.

Domingas Cardoso faz parte da Coopercuc desde sua criação. Funcionária pública, a agricultora complementa a renda com o trabalho na roça.

Além de criar animais, 30% da sua renda vem do umbu, fruta típica da Caatinga. A maior parte da produção é vendida para a cooperativa e o restante para atravessadores.

As agricultoras aprenderam a explorar o umbu de forma sustentável e também passaram a receber assistência do Pró-Semiárido, um programa de desenvolvimento estadual.

Força das mulheres

As mulheres da região têm um papel fundamental desde a criação da cooperativa até a organização da comunidade. São elas que articulam, orientam e acreditam no desenvolvimento, diz Egnaldo Xavier, supervisor técnico Pró-Semiárido

Maria Perpétua Barbosa é uma das fundadoras da Coopercuc e uma referência na região. Ela participa do projeto Agrocaatinga, que faz parte do Pró-Semiárido.

Em sua plantação há goiaba, cajueiro, feijão, macaxeira, acerola, tudo na mesma área. A ideia é aproveitar ao máximo as propriedades dos agricultores familiares, com a maior produtividade possível, além de recuperar os cultivos nativos da região, caso do próprio umbuzeiro, explica Emanoel Amarante, técnico Pró-Semiárido.

Valorização do maracujá da Caatinga

Com o programa, a dona Perpétua aprendeu a reconhecer ainda mais a importância do que é nativo da região, como o umbu e o maracujá da Caatinga.

Por muito tempo, o maracujá serviu apenas de alimento para os animais, mas hoje representa uma renda para a família. No último ano, a colheita foi de meia tonelada da fruta, com a maior parte vendida para a cooperativa.

Depois do plantio, a dona Perpétua acompanha de perto o crescimento das mudas. O cultivo não precisa de muita água, por isso é recomendado para áreas de restrição hídrica. Ainda assim, na época da seca, a agricultora faz a chamada irrigação de salvação e consegue ter colheita o ano todo.

Uma das formas que a produtora encontrou de explorar o maracujá foi fazendo geleia. A ideia deu tão certo que ela passou a ser preparada também pela agroindústria da cooperativa. Agora, várias frutas compradas dos cooperados são transformadas em diferentes tipos de alimentos e vendidos em todo o Brasil.


Fonte: G1


Notícias Relacionadas:



Publicidade