Conselheiro de cooperativa decide deixar cidade e investir no agronegócio

Publicado em: 25 novembro - 2020

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“Não é uma decisão fácil, mas penso que foi a melhor coisa que fiz”, admite o cooperado e conselheiro fiscal da Primato Cooperativa Agroindustrial, Marcelo Tracz, que resolveu voltar ao campo para auxiliar o pai, devido à idade, substituindo, da noite para o dia, a cidade e o trabalho pelo dia a dia, por vezes árduo, de tocar a propriedade rural da família, localizada em Bairro Preto, Cascavel (PR).

“No total, nossa propriedade possui dez alqueires, divididos ao meio, meu pai toca uma parte e eu a outra, mas atuamos conjuntamente na atividade leiteira, suinocultura e em produção agrícola”, explicou o conselheiro da Primato, sem mostrar traço de arrependimento pela decisão de deixar a vida urbana para trás.

A maior participação e envolvimento dos associados na cooperativa é uma questão fundamental, na avaliação de Tracz. “O ideal seria que todos (os cooperados) participassem e se envolvessem, pois somente assim as pessoas entenderiam a importância, o que representa a cooperativa e como a participação é essencial à evolução dela”, enfatizou.

Segundo ele, a sucessão familiar é a questão da hora nos debates da região, no sentido de que as propriedades rurais sejam gerenciadas pelas novas gerações de produtores rurais. No entanto, o conselheiro avalia que o tema também deve ganhar a cooperativa, o que demandaria maior engajamento por parte dos cooperados.  

O entendimento de Tracz é de que a atuação de cooperados, como conselheiros, auxiliando e construindo estratégias é muito importante para o desenvolvimento da organização cooperativista, pois “será necessário um esforço extra pelo bem de todos, além das atividades diárias”.

“A relação com a cooperativa é indispensável, afinal, não há como o cooperado ter todo o conhecimento necessário do que precisa para desenvolver um plantel de animais. Daí, precisamos seguir a assistência técnica recebida da cooperativa, indicando a nutrição animal adequada, os medicamentos necessários e tantas outras coisas que envolvem a atividade”, esclarece o conselheiro, para quem “isso traz a garantia de que estamos fazendo o trabalho de forma assertiva”.

Atualmente, a Primato detém um plantel de 70 vacas sendo 42 em período de lactação, responsáveis por uma média diária de 28 litros de leite cada uma, em duas ordenhas por dia. “Há mais de três anos utilizamos uma raça 22% especial, e estamos obtendo resultados excelentes, mesmo sem contar com uma megaestrutura”, conta o conselheiro, ao destacar o cuidado constante com a sanidade dos animais e o fornecimento de orientações e informações que resultem em aumento da produção para os cooperados. Entre as atividades desenvolvidas pela cooperativa – com sede na cidade paranaense de Toledo – destaque para o manejo de campo, nutrição, veterinária, ordenha, agricultura, higienização e controle de pragas.


Por Marcelo Sigwallt – Redação MundoCoop


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