Coopasvale (RS) começa a colher primeiros resultados positivos no cultivo da batata

Publicado em: 19 janeiro - 2021

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Por solicitação feita pela Cooperativa Agrícola de Passo do Sobrado e Vale Verde (Coopasvale), uma parceria bem-sucedida vem colhendo bons resultados de um projeto sustentável que introduz o plantio de batatinha no Vale do Rio Pardo/RS, com o objetivo de incrementar a produção e comércio do produto na região.  

A parceria – celebrada entre entre a Emater/RS (Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Rio Grande do Sul), a Embrapa Clima Temperado da cidade sulriograndense de Pelotas e a Secretaria de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr) do Estado – tem por finalidade mitigar os efeitos negativos da pandemia sobre a economia da região, acentuados com o distanciamento social compulsório, que restringiu o trabalho de campo a encontros virtuais.

Um exemplo é o da unidade de observação da localidade Rincão Nossa Senhora, em Passo Dobrado (RS), na qual estão sendo cultivadas cinco variedades de batatinha – BRS Ana, BRS Clara, BRS Camila, BRS Bel e BRS Macaca. O experimento – com plantio iniciado em agosto e a colheita, em novembro último – apontou que a cultivar BRS Ana foi a que apresentou melhor rendimento.

De acordo com o agrônomo e extensionista rural da Emater, Edson Mohr, o próximo passo consiste na aquisição de sementes, para posterior fornecimento aos agricultores com interesse de investir no plantio da batatinha, cujo início da safra ocorre entre os meses de fevereiro e março, perfazendo um ciclo total de 100 dias. Esse tempo, porém, pode variar conforme a cultivar aplicada e as condições ambientais no processo de desenvolvimento das plantas. 

Mohr acrescenta que instituição já vem fazendo contato com fornecedores de batatinha-semente da cidade gaúcha de Ibiraiaras. “Já temos uma lista de interessados, pois o plantio será entre fevereiro e março. Até lá vamos trazer as sementes”, adianta o extensionista da Emater, ao comentar que, além dos desafios para o domínio do cultivo do tubérculo, os produtores do Vale do Rio Pardo, quando há falta de sementes, recorrem aos agricultores de Ibiraia, no nordeste do estado, certificados pelo Ministério da Agricultura.

Embora se limite hoje a integrar a base alimentar de subsistência de famílias do Vale do Rio Pardo, a batatinha – Solanum tuberosum, seu nome científico – apresenta alto potencial de produção em larga escala, de maneira a suprir a demanda regional, embora requeira um prazo mais amplo, até que os estabelecimentos comerciais da região sejam plenamente supridos com o item – a exemplo da infraestrutura já existente nas cadeias do tabaco, do arroz e da soja, por exemplo. Longe da ideia arcaica da monocultura, o extensionista rural entende que a batata pode se inserir, sem problemas, no moderno conceito da diversificação de culturas. “Apesar de não termos plantio, em escala comercial, dispomos de solo e clima apropriados”, disse. Hortaliça mais importante da produção agrícola nacional, a batata registrou, em 2019, uma safra de 3,8 milhões de toneladas, em que os principais estados produtores foram, em ordem decrescente, Bahia, Goiás, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.


Marcello Sigwalt – Redação MundoCoop


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