Cooperativa de café fortalece produtores e o meio ambiente

Publicado em: 13 agosto - 2021

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A Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado de Monte Carmelo (Monteccer) reúne 152 fazendas produtoras de café no município de Monte Carmelo, em Minas Gerais. Os cafeicultores se organizaram em 1995 por necessitarem de representação institucional para adquirir maquinário e alugar espaço de armazenamento para a produção.

São muitas as cooperativas de café na região do Cerrado mineiro e do sul de Minas Gerais, estado que concentra grande parte da produção brasileira. Oseias Mendes da Costa, coordenador de projetos do Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora) e que está em Monte Carmelo há uma década, relata um fortalecimento das cooperativas de café da região nesse período.

A Monteccer atua no beneficiamento do café cultivado pelos produtores cooperados, selecionando os melhores grãos, no armazenamento do produto e na busca do melhor comprador no momento. Os produtores pagam uma taxa por saca pelo beneficiamento, mais uma porcentagem por saca vendida, e ficam com a maior parte dos rendimentos.

“Como produtor, o relacionamento com a cooperativa é muito importante”, disse a cooperada Márcia Yoshimi Aoki Takiuti. “Ela vê o que o produtor está precisando e vai tentar fazer. Durante esses anos, já puseram em prática muitas sugestões que eu dei. Valeu muito [entrar para a cooperativa]”, diz Takiuti, que cultiva café na Fazenda Letícia, de 109 hectares, e se associou há cinco anos.

Além da modernização dos processos, outro benefício citado é a certificação ambiental. Em 2007, a Monteccer foi o primeiro grupo de cafeicultores a receber o selo Rainforest Alliance, um dos principais do mundo.

Um estudo desenvolvido pelo Imaflora em 2020 com um grupo de 34 fazendas da cooperativa mostrou que, além de registrarem emissões de carbono abaixo da média, as propriedades também sequestram carbono da atmosfera. Ou seja, graças às técnicas de cultivo empregadas, o balanço de emissões das fazendas da cooperativa foi negativo, no valor de -5,66 tCO2e (toneladas de carbono equivalente) por hectare ao ano.


Fonte: ECOA


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