Cooperativa experimenta o inovador Sistema Antecipe

Publicado em: 22 abril - 2021

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Um sistema inédito de produção de grãos, desenvolvido pela Embrapa Milho e Sorgo, começa a ser experimentado pela Cocamar na sua Unidade de Difusão Tecnológica (UDT) em Floresta, região de Maringá (PR). Trata-se do Sistema Antecipe, um método de cultivo intercalar que possibilita a redução dos riscos causados pelas incertezas do clima durante a segunda safra de milho.

Conforme explica o engenheiro agrônomo Dr. Rodrigo Sakurada, coordenador técnico das UDTs da Cocamar, a cooperativa interessou-se em realizar os testes porque o novo sistema pode favorecer o cultivo do milho de segunda safra em uma época mais adequada para seu desenvolvimento. O cereal é o segundo grão mais importante, em volume, nas regiões atendidas pela cooperativa, nos estados do Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul.

Pelo programa, o milho é semeado antes da colheita da soja, nas entrelinhas, antecipando o seu ciclo em algumas semanas e reduzindo os riscos trazidos pelo outono/inverno, quando a lavoura diminui naturalmente o seu potencial produtivo em razão do período de menor luminosidade e temperatura, e também outros fatores, como a diminuição da incidência de chuvas e os problemas ocasionados pelo frio.

No experimento da UDT, o milho foi semeado no dia 26 de fevereiro, quando a soja, cultivada no espaçamento de 45 cm entre linhas, estava prestes a ser colhida. “Conseguimos adiantar a semeadura do milho em cerca de 12 dias, período que pode fazer muita diferença para o potencial produtivo da lavoura”, comenta o coordenador técnico.  

A operação requer uma semeadora específica, acoplada a um trator com rodado estreito e mais apropriado para não causar danos à soja. É preciso também, segundo Rodrigo, que as cultivares de soja apresentem uma arquitetura favorável, mais ereta e com menor engalhamento. O ideal é que o intervalo entre a semeadura do milho e a colheita da soja não passe de 20 dias.

Rodrigo esclarece que o sistema se adequa melhor a áreas que facilitem a operação com máquinas sem a necessidade de manobras. “De preferência, uma área onde a semeadura começa num carreador e termina no outro”, diz.

Da mesma forma, o espaçamento de 45cm entre as linhas de soja – mais comum na região – acaba ficando apertado, sendo necessário estudar um maior, de pelo menos 50cm. “Quanto menor a espessura do rodado do trator, maior a possibilidade de trabalhar com esse espaçamento.”    

Com o trabalho na UDT, a Cocamar pretende conhecer as limitações e particularidades técnicas regionais e colaborar com a Embrapa para o desenvolvimento do programa.


Fonte: Imprensa Cocamar


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