Coopervap vai ao Mapa pedir revisão de normativas que ameaçam produtores de leite

Publicado em: 03 novembro - 2020

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A solução de um impasse que ameaça inviabilizar a captação de leite por pequenos produtores, não somente de Paracatu (MG), mas de todo o país, levou o presidente da Coopervap (Cooperativa Agropecuária do Vale do Paracatu), Valdir Rodrigues, o presidente da Cemil (Cooperativa Central Mineira de Laticínios), Vasco Praça Filho e representantes da Organização das Cooperativas do Brasil (OCB) a buscar, no Ministério da Agricultura (Mapa), em Brasília (DF), a revisão das normativas 66 e 67, sendo recebidos pelo secretário-geral da pasta, Marcos Montes.

Essas disposições legais estabelecem que o leite fornecido pela propriedade rural deve apresentar médias de Contagem de Bactérias Totais (CBT) inferiores a 300 mil UFC/mL, e de Contagem de Células Somáticas (CCS) abaixo de 500 mil CS/mL. As duas medições são parâmetros importantes para aferição da qualidade do leite e para verificar como estão os cuidados com higiene, no momento da obtenção e manuseio do produto. O problema é que a determinação federal poderá deixar os produtores rurais descapitalizados e sem condições de investimento, o mesmo ocorrendo com relação às cooperativas que acolhem a produção.

Momento crítico

“Esse é um momento crítico porque as normativas determinam o corte na captação de leite de um grande número de pequenos produtores, que têm no produto sua única fonte de renda”, afirmou Rodrigues. O dirigente vai mais longe e admite que os produtores poderão ser ‘jogados’ na clandestinidade, recorrendo à “venda do leite em garrafas pet nas periferias ou produzindo queijo de forma irregular e sem controle, entre outras consequências graves”, previu.

Pensando nisso, a Coopervap tem ajudado a reforçar a infraestrutura das regiões produtoras, tanto no que se refere aos processos de produção (fornecimento de energia elétrica insuficiente), ou logísticos (mau estado de conservação das estradas).   

Maior do país

Atualmente, a cooperativa detém, individualmente, o maior número de produtores cooperados do país (1.400), todos com captação diária. “Enquanto as grandes empresas de laticínios do Brasil priorizam grandes produtores, cooperativas de menor porte são o suporte para os pequenos produtores”, explica o presidente da Coopervap.


Marcello Sigwalt – Redação MundoCoop


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