Cotrijal-RS exibe expansão de 97% na demanda de seguro rural

Publicado em: 22 outubro - 2020

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Após sofrerem perdas impostas por uma estiagem na última safra de grãos, produtores rurais têm buscado como recurso o seguro rural referente ao biênio 2020/2021, como garantia contra imprevistos naturais da atividade.

Um exemplo é o da cooperativa Cotrijal, na cidade de Não-Me-Toque (RS), que experimentou expansão notável de 97% de adesão a esse tipo de seguro, levando em conta o montante de terras cobertas, que passou de 66 mil hectares, em 2019, para 130 mil hectares este ano –  considerando as culturas de inverno e de verão. 

Atualmente, a Cotrijal é a terceira maior cooperativa em contratação de seguro rural no país, com previsão de que o valor subvencionado supera R$ 1,8 milhão nas culturas de inverno na região de atuação da cooperativa.

Além do fator tempo, o superintendente administrativo-financeiro da cooperativa, Marcelo Ivan Schwalbert entende que a maior disseminação da cultura do uso do seguro rural na região também contribuiu para a expansão da demanda no setor.

Mas essa adesão mais expressiva tem origem, assinala Schwalbert, em um trabalho iniciado em 2016, junto ao mercado segurador, com vistas à criação de um produto diferenciado. Isso porque essa modalidade leva em conta o histórico de médias de produtividade de cada propriedade, ao invés da média geral do município, apontada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Operando com esse tipo de produto, três seguradoras têm obtido uma média de cobertura, em caso de sinistro, de 46 sacas por hectare – patamar superior à média do mercado. Na avaliação do superintendente administrativo-financeiro, “o produtor conseguiu enxergar, nessa adesão, uma garantia, em caso de alguma intempérie atingir a lavoura”. Ele acrescenta que a tranquilidade proporcionada pelo seguro ao produtor, face aos custos elevados para produzir.

Também favoreceu esse movimento positivo o fato de que grande parte dos produtores teve êxito em acessar a subvenção do governo federal, mediante a antecipação da contratação das apólices, tendo em vista que os recursos são limitados.


Por Redação MundoCoop


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