Em bom momento, a Cocamar celebra 54 anos

Publicado em: 28 março - 2017

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Em meio ao recebimento de uma safra recorde de soja, que deve chegar a 1,2 milhão de toneladas, a Cocamar Cooperativa Agroindustrial comemorou, dia 27 de março de 2017, 54 anos de fundação.

O bom momento pode ser avaliado, também, pelo desempenho em 2016. Mesmo com a recessão enfrentada pelo país e os problemas climáticos que derrubaram a produtividade das culturas em sua região, o faturamento da Cocamar foi cerca de 10% superior em comparação ao exercício 2015. O planejamento estratégico prevê chegar a R$ 6 bilhões até 2020.

Sediada em Maringá (PR) e atuando no Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul, a cooperativa possui 66 unidades que oferecem atendimento a mais de 13 mil cooperados. Com uma equipe formada por 2,5 mil colaboradores, opera no recebimento de soja, milho, trigo, café e laranja, comercializa insumos agropecuários e industrializa diversos produtos, mantendo na cidade-sede um dos maiores e mais diversificados parques industriais do cooperativismo brasileiro.

A Cocamar trilhou um caminho que o grupo de 46 fundadores, em 1963, jamais poderia imaginar. A modesta entidade estabelecida para receber e beneficiar café, se sobressai, meio século depois, entre as promissoras cooperativas brasileiras. O aumento de participação de mercado é nítido em volumes de recebimento de grãos a cada safra e também no segmento de insumos agropecuários. No ano passado, o fornecimento de produtos que vão desde sementes, fertilizantes e defensivos, a peças, medicamentos, vacinas, ferramentas e maquinários agrícolas, representaram quase 1/3 do faturamento global.

A entrada em novos negócios foi marcada, no final de 2016, pela aquisição do concessionário John Deere em Maringá e região, e a ampliação da rede de postos de combustíveis, com a chegada a Maringá. Em 2017, a Cocamar inicia o processamento de trigo, com o início de operação de um moinho em Marialva.

Parte deste avanço está vindo, também, de programas incentivados pela própria cooperativa, como a integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF) no noroeste do estado. Nessa região, pelo menos 1,6 milhão de hectares de pastos degradados e com baixo retorno econômico, podem dar lugar a projetos altamente produtivos em grãos e pecuária. O programa, que começou há 20 anos, tem perspectiva de evoluir mais rapidamente de agora em diante, uma vez que o ciclo da pecuária tradicional está esgotado.

“Crescer ou crescer, não tem meio termo”, diz o presidente Divanir Higino, enfatizando que a cooperativa tem investido bastante, nos últimos anos, na ampliação da capacidade estática de armazenagem, de 1,2 milhão de toneladas. A quantidade é exatamente a mesma do volume que está entrando de soja e, ainda em 2017, a cooperativa espera receber outras 1,2 milhão de toneladas de milho, sem falar do trigo e dos montantes que ficam estocados de um ano para outro, aguardando que os produtores façam a fixação. Até 2020, para suportar o ritmo previsto, estão orçados R$ 1,2 bilhão em investimentos.

Para avançar, conforme define Divanir, a Cocamar está atenta a oportunidades de expansão regional, aumento de participação no mercado e entrada em novos negócios.

A expansão acontece num raio de 300 quilômetros de Maringá. De sete anos para cá, quando instalou-se também na região polarizada por Londrina e estados vizinhos, o número de cooperados e de unidades mais que dobrou. Para acelerar o crescimento, a cooperativa deixou de se preocupar apenas com a aquisição ou a construção de estruturas próprias: prospecta estruturas operacionais ociosas, para alugar ou arrendar, em municípios que, de acordo com a sua avaliação, ofereçam potencial. A Cocamar quer intensificar, inclusive, operações em sinergia com outras cooperativas.



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