MAPA: tecnologia agrícola brasileira pode fomentar sistemas produtivos da África

Publicado em: 28 outubro - 2020

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Uma via de duas mãos. Assim definiu a parceria Brasil-África, a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, ao participar, na última segunda-feira (26) do evento Focus On Africa, promovido pela Standard Bank Brasil. Durante o evento, ela destacou que as tecnologias desenvolvidas pelo Brasil na área agrícola podem ser adaptadas e ajudar a fomentar os sistemas produtivos dos países africanos.

“Essa parceria estratégica permitirá contribuir com o desenvolvimento da produção africana e, ao mesmo tempo, pressupõe um tratamento mais aberto à comercialização da produção brasileira”, pontuou a ministra. “Para a África chegar ao mundo, ela deve, também, se abrir ao mundo e ao Brasil”, acrescentou. Estudos do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA), exibidos pela ministra, apontam que o continente africano só conseguirá produzir 13% de suas necessidades alimentares até 2050.  

Na oportunidade, a ministra considerou ‘crucial’ considerar associar a agricultura e a segurança alimentar com a questões inerentes ao comércio agrícola, ao comentar que o protecionismo exercido por países desenvolvidos, “tem ameaçado a viabilidade de uma agricultura mais moderna e dinâmica de países em desenvolvimento, como o Brasil”.  

Na avaliação da titular do MAPA, um comércio agrícola de fato, livre, contribuiria para a disseminação de melhorias das condições no campo, onde se concentra a maior parte da pobreza no mundo, o que desencadearia um círculo virtuoso que permitiria maior acesso à alimentação e nutrição adequadas.

Entre os setores de maior potencial nesse intercâmbio, a CEO do Standard Bank, Natalia Dias entende que o agronegócio é o que apresenta maior ‘potencial de engajamento’

A CEO do Standard Bank Brasil, Natalia Dias, destacou que o agronegócio é um dos setores com maior potencial de engajamento entre Brasil e África. “Vemos muitas as possibilidades para o agronegócio brasileiro, que domina a tecnologia de agricultura tropical, tão necessária ao   desenvolvimento aquele continente”.


Marcello Sigwalt – Redação MundoCoop


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