PIB agropecuário fecha segundo semestre com forte aumento de 9,81%

Publicado em: 17 setembro - 2021

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O Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio brasileiro acumula alta de 9,81% no primeiro semestre deste ano, em comparação com o mesmo período do ano passado, informou, em nota, o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP), que calcula o indicador em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

Segundo o Cepea, considerando o desempenho do agro e da economia do País até o momento, a participação do setor no PIB nacional deve se manter em torno de 30% neste ano. “Segundo pesquisadores do Cepea, o impulso vem dos resultados observados para o ramo agrícola, tendo em vista que o pecuário caiu no balanço do primeiro semestre de 2021”, indicou a nota.

Na área agrícola, a alta foi mais forte ainda, de 14,46% no primeiro semestre, sendo que o segmento primário (agricultura) manteve o destaque, em razão dos elevados preços das commodities agrícolas. “No entanto, o avanço dos custos com insumos e as quebras de produção em diferentes culturas, devido ao clima desfavorável, limitaram o crescimento do PIB”, advertiu o Cepea.

Pecuária

Já o PIB pecuário recuou 2,18% no primeiro semestre, em razão dos custos com insumos, seja dentro da porteira, na agroindústria ou nos agros serviços do ramo.

“No segmento primário (pecuária), o PIB cresceu de forma modesta, tendo em conta as fortes elevações dos preços dos animais vivos e do leite”, informou o Cepea, acrescentando que “a alta dos custos foi mais intensa do que a alta dos valores dos produtos.”

Os pesquisadores do Cepea ressaltaram ainda que pesou sobre o PIB a menor produção de bovinos no campo, atividade de maior representatividade no PIB do segmento, que se contrapôs aos aumentos nas produções de frango e suínos.

Agroindústria e serviços

Em relação à produção agroindustrial e aos serviços ligados ao agronegócio, o forte resultado de ambos na área agrícola também chamou a atenção, segundo o Cepea.

“Na agroindústria, a recuperação do nível de produção foi intensificada a partir de abril, e os setores que se destacaram foram o de produtos e móveis de madeira, de papel e celulose, o setor têxtil e de vestuário, o de produção de conservas e o de bebidas”, indicou o relatório.

Já no caso dos serviços ligados ao setor agropecuário, o forte avanço do PIB esteve atrelado aos desempenhos a montante, ao bom desempenho do campo e, mais recentemente, à recuperação da produção agroindustrial mencionada, que contribuíram para a ampliação do uso de serviços diversos, desde comércio e transporte até financeiros, de comunicação, jurídicos, contábeis, entre outros.

Margens

Já na agroindústria ligada ao setor pecuário, o Cepea informou que, de forma geral, a alta das matérias-primas não pôde ser repassada na mesma medida aos preços negociados, diante da fragilização da demanda doméstica, causando um estreitamento das margens.

Além disso, o abate de bovinos caiu, por causa da escassez de bois no campo. “Nos agrosserviços, o recuo do PIB no ramo pecuário também refletiu o comportamento a montante.”


Fonte: Broadcast Agro


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