Pioneira em se antecipar na crise, cooperativa mantém bom desempenho em 2020

Publicado em: 21 dezembro - 2020

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O pioneirismo de se antecipar a crises é uma característica que explica, em grande parte, o bom desempenho da Languiru, que tomou medidas de segurança bem antes do auge da pandemia. Com a experiência bem-sucedida, a ideia da companhia é de manter a maior parte das ações realizadas nos últimos meses.

“Estamos de olho no mercado, as coisas começam a retornar, os preços internacionais estão melhorando. Regionalmente saímos de uma seca histórica, passamos por uma enchente histórica, tudo isso em meio a uma pandemia histórica. Fomos afetados em todas as áreas. Tem sido um período muito desafiador. Mas as lições vão ficar”, assinala o superintendente Fabiano Leonhardt.

Como exemplos de aprendizados relevantes, o superintendente cita os “de biossegurança, como melhoria da ventilação e uso constante de máscara e álcool gel, e de economia, como diminuição de viagens, utilização de ferramentas de reuniões online e trabalho home office, além de investimento na venda virtual”, que consumiram, “mais de oito meses de treino”.  

Quando o problema viral começou a se acentuar, em fevereiro último, a cooperativa montou um comitê de crise (Comitê Covid), que projetava ações para evitar que a doença chegasse aos frigoríficos. Ao destacar que a Languiru foi uma das primeiras empresas do Vale do Taquari a determinar o uso de máscaras – mesmo que na época ainda existissem dúvidas sobre sua eficácia – Leonhardt explica que a “havia muita preocupação com relação às unidades com mais funcionários, que recebem gente de outros municípios”. Para ele, “como é costume enfrentarmos gripes, especialmente no inverno, nosso quadro médico estava mais preparado, mas também com o reforço da máscara, álcool gel e distanciamento, a própria gripe, neste ano, foi mais tranquila”, afirmou.

TAC

Após o surgimento dos primeiros casos de covid-19, o Ministério do Trabalho exigiu, por meio de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), ações efetivas, como o afastamento de funcionários com comorbidades* ou que pertençam a grupos de risco para trabalhos remotos. “Mas permanecemos com todos os empregados, até porque não daria para sair, simplesmente, demitindo pessoas, como alguns segmentos o fizeram. Na Languiru, ao contrário, contratamos, devido ao crescimento”.

Entre as medidas tomadas, a empresa testou todos seus colaboradores, afastando por 14 dias aqueles com algum sintoma gripal. Findo o prazo, estes passavam por novo teste, para verificar o estado atual. “Com os associados, fizemos campanhas muito fortes de comunicação pelo uso de máscara, para evitar sair de casa. Como as pessoas no interior ficam mais isoladas, em ambientes mais abertos, tínhamos preocupação de que viessem para a cidade e tivessem contato com infectados”, conta Leonhardt, acrescentando que, no caso dos fornecedores, “cuidados semelhantes ocorreram com os funcionários, a exemplo de testes rápidos e PCR, controle de temperatura e afastamento, caso estivesse com sintomas gripais. 

Além de ser uma das primeiras a dotar o controle de temperatura no varejo, a Languiru, também por questões de segurança, investiu na construção de refeitórios externos que respeitassem o distanciamento mínimo. Para evitar a paralisia de sua cadeia da produção, a cooperativa passou a adotar medidas sanitárias que garantissem, por exemplo, que a fábrica de rações continuasse em operação; que os animais permanecessem supridos e o gado, produzindo, assim como nas divisões de laticínios e nos frigoríficos. 

O transporte de funcionários – que vem sendo buscados e levados para casa – é outro destaque da cooperativa, que se viu obrigada a dobrar a frota. “Conseguimos veículos com empresas que realizam transporte escolar para prefeituras e que estavam paradas. Acabou sendo uma forma de ajuda às transportadoras”, comentou o superintendente.

Sempre colocando o ‘fator humano’ em primeiro lugar, a Languiru, segundo Leonhardt, entende que “não adianta termos uma grande estrutura, sem pessoas”. Ele conclui que “hoje conhecemos mais a doença, reforçamos nossa área médica, fizemos parcerias com laboratórios e compramos testes. Tudo para termos a certeza de que todos estavam bem”. 


Fonte: Marcello Sigwalt – Redação MundoCoop


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