PPA garante aperfeiçoamento do processo de produção da Capal

Publicado em: 27 outubro - 2020

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Atualmente com mais de 2 mil associados, em São Paulo e no Paraná, a Capal Cooperativa Agroindustrial, de Arapoti (PR) – atuante na agricultura, pecuária de leite e suinocultura – vem aperfeiçoando seus processos de produção, a partir do apoio do Programa de Precisão na Agricultura (PPA), que oferece ferramentas para melhor aproveitamento do solo. O PPA é um programa desenvolvido pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).

Um exemplo pode ser dado pelos produtores Osmil e Murilo Sala, pai e filho, que desde 2016 participam do PPA, o que permitiu o melhor manejo das atividades desenvolvidas e um conhecimento mais amplo do solo, para aplicar depois a correções necessárias.  

Associados à Capal há 25 anos, ambos mantêm até hoje uma relação de confiança com a cooperativa, pela qual o PPA pôde identificar variações do solo que podem determinar maior ou menor produtividade da propriedade de 600 hectares, em Itararé (SP). Munido das informações produzidas pelo programa, Murilo pôde observar melhor as variações do terreno, o que auxiliou na tomada de decisão quanto ao manejo mais apropriado a ser adotado, seja no que toca ao uso de corretivos ou fertilizantes. 

A preocupação de melhorar o atendimento do público levou a Capal a manter um posto de combustíveis e uma fábrica de ração em Arapoti (PR) para gado de leite, gado de corte, entre outros animais – além de fornecer sementes, soja e trigo. A unidade também presta serviços de recepção, secagem e assistência técnica aos cooperados nos setores operacional e administrativo.

Lacuna preenchida

A universalização do conhecimento proporcionado pelo PPA é destacada pelo engenheiro agrônomo Cleiton Fassini, para quem o programa “preencheu uma lacuna” no conhecimento do solo. Segundo ele, antes de sua implantação, “alguns cooperados trabalhavam de forma particular com coleta de solo e amostragem, mas com o PPA, esses avanços foram estendidos aos demais associados”.

Como exemplo de como a tecnologia faz a diferença, Fassini cita o Veris, equipamento que permite a leitura da condutividade elétrica do solo e o NDRE que, por sua vez, faz a leitura do índice de vegetação. “Esses dois mapas, gerados através do Veris e do NDRE, fornecem uma informação bastante precisa sobre o solo, indicando quais práticas de manejo de solo são mais adequadas e eficazes”, revela. Outra vantagem do PPA, acrescenta ele, é a possibilidade de evitar desperdícios com insumos em alguns locais ou de fazer aplicações desnecessárias em outros.

Na definição de Fassini, “a agricultura de precisão permite identificar variações do solo para melhor manejá-lo, no que se refere à correção de fertilidade e do fornecimento de nutrientes, de forma a acompanhar a evolução geral do talhão, com reflexos na melhoria da produtividade e no retorno do investimento”.

Esse retorno é destacado, também, pelo gestor do Departamento de Assistência Técnica da Capal no Paraná, Roberto Martins, ao apontar que o conhecimento produzido pelo PPA teve impacto positivo “na redução de custos, aumento de produção e maximizando o rendimento sobre o investimento por parte do cooperado”.

Responsável pela coordenação das atividades do PPA, o agrônomo Gustavo Borba assinala que a agricultura de precisão tem como objetivo “criar um manejo responsável e mais direcionado para cada área e situação, com o uso racional e responsável dos insumos, tendo em vista obter ganhos de produtividade associados à redução de custos”.

Frente aos resultados favoráveis, a intenção da família Sala é ampliar o uso de ferramentas de precisão, como a do PPA. “Em uma situação de retração de lucro, por exemplo, eu poderia até reduzir a área plantada, mas de posse dessa tecnologia, vamos expandir a produção”, conclui Osmil.   


Por Redação MundoCoop


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