Produtores do RS e SC ampliam área plantada e apostam no milho verão

Publicado em: 13 janeiro - 2017

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Tanto no Rio Grande do Sul quanto em Santa Catarina os produtores destinaram mais espaço para o cultivo de milho verão. A aposta no cereal se deve, principalmente, à demanda regional por grãos para ração animal, pois ambos os estados se destacam na produção de suínos e aves.

Os agricultores esperam repetir os resultados da temporada passada e registrar safra cheia no ciclo 2016/17, segundo a Expedição Safra, iniciativa do Agronegócio Gazeta do Povo, que há 11 temporadas faz um levantamento técnico-jornalístico da produção de grãos da América do Sul à América do Norte e compreende sondagem periódica percorre 15 Estados brasileiros, mais as principais regiões produtoras dos Estados Unidos, Paraguai, Argentina e Uruguai, inclusive com incursões à Europa (Alemanha, Holanda, Bélgica e França), Ásia (China e Índia) e ao Canal do Panamá.

Segundo o estudo, juntos, gaúchos e catarinenses têm potencial para colher até 18,2 milhões de toneladas de soja e 8 milhões de toneladas de milho. O bom desempenho, no entanto, depende do clima para se concretizar.

A equipe de técnicos e jornalistas percorreu as principais regiões produtoras de grãos dos dois estados para acompanhar o desenvolvimento do plantio de verão. “Os produtores estão otimistas, investiram pesado em tecnologia e insumos para ganhar produtividade e apostaram no milho. É a primeira vez em 10 anos que a área de milho cresce no Rio Grande do Sul”, destaca o integrante da Expedição Safra, Gabriel Azevedo. Serão 900 mil hectares de milho no ciclo atual, contra 823 mil hectares na temporada passada. Em Santa Catarina, a produção de milho deve crescer cerca de 10%, chegando a 2,9 milhões de toneladas.

Entretanto, para que a expectativa de safra cheia se confirme, os produtores do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina precisam contar com a ajuda do clima. As previsões indicam ocorrência de La Niña moderado, mas mesmo com baixa intensidade, o fenômeno pode afetar o volume de chuvas para os dois estados e gerar períodos mais longos de seca. Segundo o meteorologista do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Luiz Renato Lazinski, a preocupação dos produtores é legítima, em especial, no Rio Grande do Sul. “Em anos de La Niña, o estado costuma sofrer com veranicos longos”, afirma.