‘Programa Especialíssimo’ da Cooxupé vai premiar melhores cafés especiais de 2020

Publicado em: 28 outubro - 2020

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Ao comemorar um crescimento de 88% no volume de recebimento de sacas este ano (27.922) – no comparativo com 2019 (14.852) – o Programa Especialíssimo vai premiar, quarta-feira próxima (28), os 50 melhores cafés especiais da safra 2020, em evento virtual transmitido pelo canal Youtube.

Caberá à Cooperativa Regional de Cafeicultores em Guaxupé (Cooxupé) revelar o nome dos premiados pelo Especialíssimo, programa que abrange mais de 15 mil cooperados. Entre os 50 selecionados, 35 são de café chamado Natural e os 15 restantes do tipo Cereja Descascado. No total, a premiação chegará a R$ 229 mil.

Outro dado positivo é que a quantidade de lotes foi além do esperado, registrando avanço de 76,20%, perfazendo 548 lotes em 2020, bem acima dos 311 lotes registrados no ano passado.

Na avaliação do presidente da Cooxupé, Carlos Augusto Rodrigues de Melo, o empenho e dedicação dos cooperados foram fatores determinantes para a valorização do café e para que fossem atingidas melhores condições de negociação junto aos produtores. A maior produção de cafés especiais, por sua vez, na visão da cooperativa, decorre do comprometimento dos cooperados em aperfeiçoar os manejos para obtenção dessa qualidade de produtos.

O dirigente destaca o papel da Cooxupé, de prestar o suporte técnico necessário para que seus cooperados tenham condições de produzir esses cafés especiais. Em consequência, de posse dessas informações, os produtores ficam mais atentos aos processos, seja na perfeita maturação dos grãos, ou a umidade correta empregada.

De acordo com Melo, atualmente, o mercado asiático é o que apresenta maior demanda por estes itens qualificados, com destaque para o Japão que, sozinho, responde pela maior parte da demanda, ao passo que a Coréia do Sul também demonstrou interesse em cafés finos. “Estão surgindo grandes players do mercado com interesse em variedades resultantes de produções sustentáveis, o que tem contribuído muito para a popularização do café em escala mundial”, acrescenta.  

De acordo com o critério de premiação, para serem selecionados, os cafés produzidos devem apresentar um índice acima de 83 pontos, além de estarem vinculados a boas práticas de produção. Na avaliação dos lotes, é feita uma prova cega em que são avaliados atributos do café, como acidez, doçura, corpo, balanço e retro gosto e aromas como frutados, enzimáticos, caramelados e florais.

Já a classificação de qualidade dispõe de categorias distintas. A ‘natural’, por exemplo, refere-se aos frutos maduros com casca – que são secos com polpa e mucilagem – ao passo que tipo ‘cereja descascado’ é aquele quando a casca externa é retirada para a secagem das sementes.

As premiações estão assim distribuídas: o lote campeão do Especialíssimo receberá um prêmio de R$ 25 mil, enquanto os segundo e terceiro lugares farão jus a R$ 20 mil e R$15 mil respectivamente. O ocupante do quarto lugar pegará R$ 10 mil, o quinto, R$ 9 mil e assim sucessivamente, até chegar ao décimo lugar, que vai ganhar R$ 4 mil. Da 11º à 50º classificação, a premiação será de R$ 3 mil.


Por Redação MundoCoop


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